Aquele que inicia o estudo do ocultismo
adentra nos domínios da espiritualidade; perscruta as energias sutis e toma
consciência de que estas são o sustentáculo de toda matéria densa. As coisas
visíveis estão alicerçadas nas invisíveis. Aquele, pois, que possui o controle
das energias sutis, certamente terá o domínio de toda natureza densa, assim
como o entendimento dos fenômenos físicos.
O adepto dos arcanos da espiritualidade
atua, primeiramente, nos corpos sutis, justamente onde se iniciam as
enfermidades, penetrando na causa, para que, posteriormente, sejam eliminadas as suas consequências no
corpo físico. O grande terapeuta segue este caminho, visualizando muito além da
aparente concretude material.
Nos primórdios da humanidade, desde a
formação dos primeiros clãs, os xamãs exerciam o papel de médico em seus
círculos tribais, e esta era uma função intimamente ligada à de líderes
espirituais, pois, em seus conhecimentos empíricos, concebiam as doenças como
manifestação física de desordens espirituais. E não estavam errados. As doenças
advém do desequilíbrio energético, iniciando-se na dimensão astral.
Nas primeiras civilizações, formadas no
vale do Indo e do Ganges, já era conhecido o Prâna, associado ao ar, e, conseguintemente, à
respiração. Sendo que, até os dias de hoje, a medicina tradicional hindu,
enfatiza o controle do Prâna — Pranayama — tanto para a manutenção da saúde
física, quanto na recuperação, sem jamais dissociar-se dos objetivos
espirituais desta prática respiratória.
Embora desconhecidos pela maioria das
pessoas, os elementos, associados nos vértices do Pentagrama, traduzem a chave
de toda terapêutica essencial. No elemento ar, conforme referência anterior,
está a energia prânica. O hábito de manter sempre uma respiração profunda,
associada aos exercícios respiratórios diversos, confere uma perfeita saúde ao
indivíduo. E, assim como frisei em textos anteriores, a cada duas horas, temos
uma das narinas mais livre que a outra; o exercício do Pranayama acelera esta
disposição na alternância da respiração em cada uma das narinas, acelerando o
trabalho dos Nadis na energização dos Chakras.
Na terra está a força da energia
telúrica, é onde está a fonte do nosso equilíbrio e a sustentação mais densa. A
alimentação correta é aquela que se faz utilizando os alimentos que brotam
diretamente da terra. As plantas servem tanto para a nutrição quanto para a
obtenção dos fármacos. Pisar na terra descalço é também uma terapia, através da
qual se descarregam as energias mais densas do corpo da pessoa.
O fogo é o princípio de toda a vida. A
luz é a primeira etapa do sequenciamento vital. Moderadamente os banhos de sol
são essenciais na prevenção de diversas enfermidades, promovendo o bem-estar
físico e psíquico da pessoa. O calor atua como verdadeiro antídoto às
"doenças frias", é restaurador e regenerador do organismo.
A água é o solvente universal.
Literalmente "lava" o organismo, carregando toda toxina internamente
presente no físico, se estabelecendo como o melhor remédio para a manutenção
das funções renais. Na terapêutica tradicional é a base para todos os tipos de
chás como também nos diversos tipos de banhos medicinais.
No ápice do Pentagrama está o vértice
que simboliza o Espírito. A espiritualidade, em sua ação terapêutica, se inicia
nos bons pensamentos condicionados através da meditação. O domínio sobre esta
energia mental é essencial para o controle volitivo das idéias, possibilitando
a harmonia e a paz interior, tão necessárias diante das adversidades do mundo.
Somos aquilo que pensamos. Tudo se inicia no pensamento. A mente sã se reflete
não só no próprio organismo, mas em toda sua adjacência. Um terapeuta, dotado de pleno domínio de seus pensamentos,
irradia o bem estar àqueles que dele se aproximam. A paz de Espírito é
contagiante, fundamental para os caminhos da cura e da restauração.
ORIGEM DAS DOENÇAS.
Doenças são sempre consequências.
Iniciam-se através da desarmonia energética nos campos sutis. Tais energias são
suscetíveis ao nosso quadro emocional, pensamentos, sentimentos. O corpo astral
pode absorver energias nocivas, venenos energéticos que degradam sua
constituição "kamásica", e seus reflexos atingem o corpo físico
através do Duplo Etérico, o mediador plástico entre esses dois corpos. Essas
energias indesejáveis poderão advir através de inúmeros fatores extrínsecos,
porém, estes fatores somente terão afluência ao campo energético do corpo
astral se o acesso estiver propício; se a "porta de entrada" for
acessível à sua penetração e consequente permanência. Esta propensão à
acessibilidade às energias desestabilizadoras está relacionada a um
desequilíbrio pré-existente, não deixando de ser, logicamente, efeitos kármicos
advindos do Corpo Causal.
É essencial o conhecimento da Anatomia
Oculta no estudo da terapêutica secreta, portanto, vamos fazer uma pequena
revisão no que vem a ser o Corpo Causal.
O Corpo Causal dispõe-se como a
"parte divina" de nosso ser, a mônada reencarnante, em contra posição
com nosso corpo físico, duplo etérico, astral e corpo mental concreto ou
inferior. É formado pelo corpo mental superior ou abstrato (Manas Superior),
búdico e átmico; que formam a tríade superior — Esta disposição, como podemos
ver, é sétupla.
Esta tríade superior recebe o nome de
"Causal" devido ser ela a "causa" da formação dos outros
quatro veículos inferiores. É a permanência do Corpo Causal que determina a
sucessão das existências, pois este é o qual permanece entre uma reencarnação e
outra, e nele estão resguardadas todas as sementes kármicas resultantes de
nossas ações passadas. Desta forma, as perspectivas, ideias e anseios, ligados
à materialidade e ao próprio ego, estão vinculando o Ser à existência terrena,
gerando o Karma. Seus propósitos engendrarão as futuras condições na encarnação
seguinte, determinando as condições que se darão nos renascimentos subsequentes.
Todas as condições físicas, mentais e emocionais de uma encarnação presente são
a somatória, ou o sequenciamento das condições elaboradas nas vidas pretéritas.
Como vimos, as condições intrínsecas
propensas ao surgimento dos ataques de energias negativas, estão dispostas no
Corpo Causal, que se projeta a partir de nossas vidas anteriores amalgamadas de
imperfeições.
Tais energias nocivas têm, dessa
maneira, acesso à nossa intimidade através de nossa "permissão", em
consonância com o conjunto de erros inumeráveis desta e de outras vidas.
DETERMINAÇÃO DAS DOENÇAS.
Certamente o conhecimento das doenças é
de vital importância na terapêutica, pois, através deste, poderemos estabelecer
a propedêutica essencial para se chegar ao diagnóstico, e a partir dele o plano
de tratamento.
Conhecendo o dia e o mês do nascimento,
poderemos ver a influência planetária do indivíduo, assim como a influência
planetária no dia em que os primeiros sinais da enfermidade foram pressentidos
pelo paciente.
Tabela da Influência Planetária nos
dias do ano:
Janeiro:
01 a 10 Saturno e capricórnio.
11 a 20 Saturno e capricórnio
21 a 31 Saturno e aquário.
Fevereiro:
01 a 09 Saturno e aquário
10 a 18 Saturno e aquário
19 a 28 ou 29 Júpiter e peixes
Março:
01 a 10 Júpiter e peixes
11 a 20 Júpiter e peixes
21 a 31 Marte e áries
Abril:
01 a 10 Marte e áries
11 a 20 Marte e áries
21 a 30 Vênus e touro
Maio:
01 a 10 Vênus e touro
11 a 20 Vênus e touro
21 a 31 Mercúrio e gêmeos
Junho:
01 a 10 Mercúrio e gêmeos
11 a 20 Mercúrio e gêmeos
22 a 02/07 Lua e câncer
Julho:
03 a 12 Lua e câncer
11 a 20 Lua e câncer
23 a 02/08 Sol e leão
Agosto:
03 a 13 Sol e leão
14 a 23 Sol e leão
24 a 02/09 Mercúrio e virgem
Setembro:
03 a 13 Mercúrio e virgem
14 a 23 Mercúrio e virgem
24 a 03/10 Vênus e libra
Outubro:
04 a 13 Vênus e libra
14 a 23 Vênus e libra
24 a 02/11 Marte escorpião
Novembro:
03 a 12 Marte e escorpião
13
a 22 Marte e escorpião
23 a 02/12 Júpiter e sagitário
13 a 22 Júpiter e sagitário
23 a 31 Saturno e capricórnio.
Após a determinação da influência
planetária evidente, verifica-se os órgãos acometidos pela enfermidade e suas
relações com os signos e planetas.
Segue-se:
Áries: governa a cabeça.
Touro: governa a garganta e pescoço.
Gêmeos: governa pulmões, braços, mãos e
dedos.
Câncer: governa estômago e seios.
Leão: governa o coração e porção
superior da coluna vertebral.
Virgem: governa os intestinos e sistema
nervoso.
Libra: governa os rins e porção
inferior da coluna vertebral.
Escorpião: governa o ânus e sistema
reprodutor.
Sagitário: governa o fígado e coxas.
Capricórnio: governa os joelhos e
estrutura óssea.
Aquário: governa as pernas (abaixo dos
joelhos), calcanhares e sistema circulatório.
Peixes: governa o pé e a glândula
pineal.
A partir deste quadro poderemos
entender os problemas e as tendências.
Os planetas também governam certas
partes do corpo, como veremos a seguir:
Sol: domina o coração, coluna,
diafragma, timo e veias.
Lua: domina o estômago, sistema
linfático, sistemas de secreção (suor, saliva, lágrimas) e sistema nervoso
simpático.
Mercúrio: domina as mãos, braços,
pulmões, órgãos sensoriais e glândula tireoide.
Vênus: domina a garganta, pescoço,
rins, pés e seios.
Marte: domina os órgãos sexuais,
glândulas suprarrenais e glóbulos vermelhos.
Júpiter: domina o fígado, a vesícula,
lobo posterior da pituitária e coxas.
Saturno: domina o baço, sistema
esquelético, pele , parte inferior da perna a partir dos joelhos, tornozelo e
lobo inferior da glândula pituitária.
A partir dos dados assomados nestas
indicações pode-se obter os indícios do diagnóstico que, no entanto, precisará
de mais informações complementares.
Veremos agora as relações do rosto com
o restante do organismo. Para estabelecer esta relação deverá dividir o rosto
em três segmentos: Do topo da cabeça até
o limite inferior dos olhos; do limite inferior dos olhos até a base do nariz;
da base do nariz até o queixo.
A seção inferior, que vai abaixo da asa
do nariz, abrange as regiões da maçã do rosto (zigomática), a boca e o queixo;
e indica as enfermidades que têm suas manifestações físicas, ou seja, se este
segmento estiver em desarmonia com as demais seções superiores, poderemos concluir
que a moléstia é de ordem física. Observando a língua, poderemos observar se
está esbranquiçada, sugerindo a presença de distúrbios gástricos ou
intestinais. Se estampar cor amarelada atenta para problemas de fígado ou
vesícula. A língua pálida é indicativa de anemia. A língua com fissuras dorsais
indica a probabilidade de candidíase em associação direta à baixa de
resistência, podendo indicar também severa carência nutricional. Lábios
arroxeados indicam cardiopatias, amarelados, doenças hepáticas.
A
porção média da face compreende o arco zigomático (as maçãs do rosto) e o
nariz, neste segmento poderemos detectar as doenças de manifestação astral
propriamente dito, ou aquelas que se refletem no corpo físico a partir das
manifestações astrais. As maçãs do rosto e a parte superior das bochechas
externam o funcionamento dos pulmões e brônquios. Excesso de espinhas nesta
região pode ser o indício de problemas respiratórios. Vermelhidão nesta área de
expandindo por todo o rosto pode ser o indicativo de problemas cardíacos, assim
como estados febris. Na parte inferior da bochecha, excesso de espinhas é o
indicativo de propensão às formações de lesões cariosas nos elementos dentais.
Esta parte da face expressa
perturbações no centro vital e motor do organismo, algumas características que
se pronunciam nítida e visivelmente, são indicadores destas desordens.
A porção superior da face, via de
regra, expõe o estado mental do indivíduo. O estado de demência se expressa
através do olhar "esbugalhado", fixo, denotando agressividade, com
movimentação irregular das pálpebras, sem piscar, ou piscando demasiadamente.
Acima frisei "via de regra" justamente porque os olhos não exprimem
apenas anormalidades no campo mental. Podem também explicitar problemas
físicos, pois os olhos, cuja esclera apresenta icterícia (tonalidade amarela),
é um forte indicativo de problema hepático. Os olhos nos falam de anemia,
através da palidez sob a pálpebra, também se estiverem vermelhos podem ser
sugestivos de hipertensão arterial ou infecções.
A proeminência da fronte reflete um
elevado potencial de inteligência no indivíduo, e, conforme esta se inclina
para trás, poderá ser um indicador de menor capacidade cognitiva. O idiotismo é
expresso por uma forte inclinação posterior da fronte.
Nas radiografias cefalométricas é
possível mensurar perfeitamente esta inclinação, a partir de uma reta sobre a
borda do osso frontal.
Nos casos de explícitas alterações no
quadro psíquico, poderemos facilmente pressentir a forte presença de forças
astrais exacerbando ainda mais o alterado aspecto comportamento do indivíduo. E
este sentirá sua vitalidade drenada através do Chakra Manipura. Nesses casos a
intervenção deverá ser executada no campo da Teurgia, tratamento espiritual com
base nas canalizações energéticas.
Seguindo o mesmo contexto, é preciso
frisar a existência de distúrbios advindos conjuntamente de herança genética e
influências astrais, como nos casos do "distúrbio da mente dividida".
Pois, além dos problemas da mente, propriamente dita, ocorre o agravamento
pelas influências espirituais. Neste caso específico, há o total rompimento da
"Tela Búdica" (muito conhecida pelos estudantes do esoterismo), a
malha magnética que se situa entre o corpo astral e o duplo etérico, que se
configura como um filtro de energias entre o plano astral e o plano físico.
Esta, uma vez rompida, favorece o pleno intercâmbio de energias entre os dois
planos. Por esta razão, pessoas portadoras destes distúrbios, ouvem vozes e veem
seres, adentrando em um panorama muito mais sombrio no qual seus pensamentos se
distorcem progressivamente, mergulhando-nos em um mundo alheio à realidade
aparente. É importante salientar que este quadro não é exclusivo de portadores
de doenças cerebrais crônicas. Há um segundo caso de pessoas que fazem uso da mediunidade sem uma
base moral e sem a experiência de um preparo prévio, acaba perdendo o controle,
tornando-se uma "porta aberta" entre os dois mundos, rompendo a Tela
Búdica, e, progressivamente levado à loucura, que pode se manifestar sob
inúmeros aspectos.
No primeiro caso o tratamento, além do
convencional, deverá ser feito dentro do âmbito espiritual, incluindo as
magnetizações, para o fechamento desta malha magnética, além do expurgo das
entidades astrais aderidas ao duplo etérico da pessoa. Este trabalho conjunto
rapidamente melhora o estado comportamental da pessoa, a qual deverá sempre se
resguardar dessas influências, pois o portador deste problema é como o médium
despreparado do segundo caso.
Doenças e suas correspondências
planetárias:
Sol: espasmos, arritmias, estenose
mitral, depressão, obstruções, inflamações, hipertensão, febres e hemorragias.
Mercúrio: tensão emocional, resfriados,
bronquites, afecções pulmonares, problemas respiratórios, tuberculose,
sinusites, diarreias, insônias e inquietações.
Lua: Distúrbios endócrinos, desordens
no sistema reprodutor, psicoses, retenção de líquidos, epilepsia, dispepsia e
obesidade.
Vênus: doenças de pele, lúpus, doença
venérea, diabete, gota e distúrbios no pâncreas.
Marte: acidentes, infecções, abcessos,
febres eruptivas, hemorroidas, sangramentos, fístulas, úlcera estomacal, angina
de peito, lesões na coluna, ciático, reumatismo e fraturas.
Júpiter: impurezas no sangue, adiposidades,
problemas circulatórios, apoplexia, problemas de útero e prostáticos,
hipertrofia de fígado e coração, obesidade visceral.
Saturno: calcificações, lepra, surdez,
sinusite, saturnismo, osteomielite, tuberculose vertebral, cálculos renais,
cáries, esquizofrenia, impotência, tumores mórbidos, angústias, retardamento
metabólico e nevralgias.
Seria impossível catalogar todas as
doenças e agrupá-las a cada planeta de sua correspondência, mas segundo velhos
terapeutas deveremos seguir as características de cada enquadramento. Por
exemplo: ruptura de vasos; se observarmos, em Marte, há
"sangramento", desta forma saberemos que sua correspondência é Marte.
OS QUATRO TIPOS DE TEMPERAMENTOS
HUMANOS.
Hipócrates, considerado o Pai da
Medicina, há cerca de 400 anos A.C., definiu os quatro tipos de temperamentos
de humor: o sanguíneo, o fleumático, o colérico e o melancólico. (Baseado na
teoria de Hipócrates, Galeno desenvolveu sua célebre monografia "De
Temperamentis").
1. O Sanguíneo é o indivíduo expansivo,
que interage e se expressa de maneira espontânea. Assim como possui pontos
positivos, a saber, o entusiasmo, a facilidade de adaptação e comunicação,
possui também seus pontos negativos, como a desatenção, a impulsividade e o
imediatismo.
É atlético e vigoroso. Seu humor
predominante é o sangue e seu elemento é o ar — quente e úmido.
O sanguíneo, também conhecido como
Ativo, apresenta predisposições para toda espécie de congestão, seja ela
hepática, sanguínea, cerebral ou pulmonar.
2. O Fleumático é o dócil, pacífico,
idealista, absorto em suas introspecções. São aqueles que prezam o silêncio e
sabem, naturalmente, manter o autocontrole através de sua inata ponderação.
Desta forma, seus pontos positivos são o equilíbrio, o comedimento, em oposição
aos seus pontos negativos, os quais vêm ser o fato da peculiar indecisão, a
morosidade, e, acima de tudo, conservadores, sempre insensíveis às novas ideias
e contrários às mudanças. São, pois,
cronicamente cansados e lentos. Possuem excesso de fleuma.
São também conhecidos pela designação
de "instintivos", geralmente com tendências à obesidade, ao acúmulo
de gordura, e, consequentemente, passivos dos males que advém desta
predisposição. Seu elemento é a água — fria e úmida.
3. O Colérico é aquele com ar de
dominador, ávido e explosivo. Possuem muita energia, e a partir desta
característica, são estrategistas e determinados. Seu ponto forte reside
justamente nesta determinação, na capacidade de exercer liderança e assumir
riscos. Seu ponto fraco vem ser um dos piores defeitos do gênero humano, que é
o excesso de egocentrismo. São intolerantes, impacientes e agressivos. Seu elemento
é o fogo — quente e seco.
São facilmente irritáveis. Têm a
predominância da bile amarela, por isso são também cognominados como Biliosos.
Possuem a circulação rápida, e suas mais frequentes enfermidades advém desta
rapidez circulatória, como a hipertensão arterial e predisposições para
acidentes vasculares cerebrais, assim como problemas cardiovasculares. Possuem
também problemas de ordem digestiva.
4. O Melancólico é aquele tipicamente
eivado de retração. Por isso é, via de regra, triste e solitário. Sua
sensibilidade é francamente notável. Possuem dificuldade de exteriorizarem seus
sentimentos, devido à típica introversão.
Seu ponto forte, logicamente, é a
sensibilidade, por esta razão possuem aptidão para as artes e a dedicação em
suas tarefas rotineiras. São extremamente leais aos seus princípios e às
pessoas de sua adjacência. Seus pontos negativos são o pessimismo e sua
retração, causa de seu isolamento, fazendo com que sejam reclusos em seu mundo
interior. Possuem maior tendência a problemas depressivos que todos os demais.
Têm excesso de bile negra. Seu elemento é a terra — fria e seca.
É certo afirmar que a grande maioria
das pessoas não pertence totalmente a nenhum destes temperamentos, mas são uma
mistura entre os tais, com a predominância de algum destes quatro elementos da
classificação. Sem contar que existem pessoas portadoras de certos transtornos,
cujo temperamento predominante cede bruscamente à presença de outro
temperamento, as vezes diametralmente oposto àquele preponderante, externando o
quadro patológico da bipolaridade.
Cada elemento predominante indica um
determinado tipo de metabolismo. Cada temperamento possui suas necessidades
peculiares e seus meios de adquirir o domínio próprio.
O excesso do elemento fogo indica a
propensão para doenças agudas, as febres
elevadas e também os acidentes.
O excesso de água leva à tendência da
formação de edemas, inchaços, problemas de fadiga e formação de muco.
O excesso do elemento ar indica
problemas de origem nervosa e respiratórios.
O excesso do elemento terra predispõe a
formação de problemas crônicos assim como os degenerativos.
Por estas predisposições eminentes
terapeutas consideravam os próprios temperamentos como "doenças". O
que, na verdade, seriam predisposições às enfermidades. O ideal seria o
equilíbrio asseverando as qualidades existentes em cada um deles.
O equilíbrio é o propósito essencial
das leis universais. O homem perfeitamente equilibrado é possuidor das
qualidades presentes nestes quatro temperamentos, isento, porém, dos defeitos
inerentes a cada um deles — aqui está o propósito do dinamismo evolutivo.
A divisão quaternária dos temperamentos
é a mais simples e mais prática forma de análise, pois faz correspondência com
os quatro elementos assim como também o quaternário presente nos signos do
zodíaco.
AS PLANTAS E SUAS CORRESPONDÊNCIAS
PLANETÁRIAS.
Plantas de Lua:
Possuem aspecto bizarro; insípidas (quando
produzem frutos) e inodoras. Geralmente higrófilas, isto é, nascem próximas às
águas. Possuem folhas avantajadas, leitosas e abundantes; suas flores possuem
matizes claras.
Principais plantas lunares: abobrinha,
alface, agrião, aveia, bananeira, beldroega, couve, chapéu de couro, dente de
leão, heléboro branco, jasmim, lentilha branca, lírio branco, lunária,
maracujá, margarida, melancia, mastruz, nenúfar, pepino, rosa branca, tília,
trevo, violeta amarela.
Utilizadas no tratamento das doenças
causadas pela Lua, Saturno e Vênus.
Plantas de Mercúrio:
Possuem sabor adstringente, sem frutos
visíveis, folhas pequenas e de múltiplas cores, de odor penetrante. São plantas
sinuosas e ondulantes, de tamanho médio.
As
principais plantas de Mercúrio são: aipo, alcaçuz, amoreira, aveleira, avenca,
cenoura, chicória, coralina, endro, erva-gato, escabiosa, funcho, hera,
junquilho, pé de lebre, salsaparrilha, valeriana e vime.
As plantas de Mercúrio são utilizadas
para tratamento das doenças relativas a mercúrio e Júpiter.
Plantas de Vênus:
São pequenas as plantas governadas pelo
planeta Vênus. As folhas são geralmente grandes e de tonalidade rósea, de aroma
agradável. Os frutos costumam ser doces e repletos de sementes. As plantas de
Vênus, como característica essencial, são afrodisíacas.
As plantas governadas pelo planeta
Vênus são: acelga, álamo, arenária rubra, athanásia, azevinho, ameixeira,
bardana, borragem, castanheira, centeio, consolda real, dedaleira, favas,
genciana, gerânio, groselha, hortelã, jacinto, malva, malvisco, mil-folhas,
morango, mirto, narciso, pereira, poejo, primavera, sabugueiro, saponária,
sarça, tomilho, trigo, tussilagem, verbena, violeta, visco de carvalho, zimbro.
Estas plantas são utilizadas contra as
enfermidades correspondentes a Vênus e Marte.
Plantas do Sol:
As plantas do Sol possuem aroma
agradável, suas flores tendem ao amarelo e seus ramos voltam-se para o Sol em
suas posição no período das manhãs. Tais plantas, em alguns exemplares, trazem
a figura do Sol em suas flores.
As plantas do Sol são: açafrão,
alcaravia, alecrim, amendoeira, angélica, arnica, arruda, artemísia, camomila,
canela, calidônia, capim cidreira, cevada, erva cidreira, erva de São João,
freixo, laranjeira, loureiro, nogueira, oliveira, rinchão, rosmaninho, sândalo
vermelho, sene, tanchagem, tormentila e videira.
As Plantas de Marte:
São nitidamente eivadas de acidez, com
sabor do amargo ao picante. São de tamanho tendendo ao pequeno, geralmente
repleta de espinhos, com flores pequena e vermelhas. Muitas destas plantas são
venenosas.
São elas: alcachofra, alho porró, aloés
(babosa), beladona, briônia, buxo, cardo-bento, cebola, cebolinha, coentro,
garança, imperatória, losna, lúpulo, madressilva, manjericão, mostarda, urtiga,
persicária, rábano, rabão, ruibarbo, tabaco, tojo, verônica, vulnerária.
São utilizadas no tratamento das
enfermidades geradas por Marte, Vênus e Saturno.
Plantas de Júpiter:
Assim como o próprio planeta, as
plantas de Júpiter tendem a ser grandes, com folhas de aparência agradável em
tonalidades que variam do branco ao amarelo claro. Os frutos são saborosos e
geralmente abundantes, em correspondência com este planeta benéfico, costumam
ser doces em sua grande maioria.
Principais plantas de Júpiter:
agrimônia, aspargo, bálsamo, betônica, borragem, buglossa, carvalho,
cocheleária, colchico, dente de leão, erva-doce, figueira, goivo, heléboro
branco, hissopo, labaça, limoeiro, linho, marmeleiro, mirra, olmo, orelha de
burro, pontetilha, pulmonária, quinquefólio, romeiro, rosa vermelha, saião,
salva oficial, sempre-noiva, uva espim, verbasco branco, zaragatoa.
São aplicadas no combate às
enfermidades de Júpiter e também da Lua e de Mercúrio.
Plantas de Saturno:
São geralmente avantajadas e de aspecto
sombrio. Suas flores possuem matizes escuros, são amargos e com odor
contagiante.
As plantas de Saturno são: abrunheiro,
acônito, acelga vermelha, amaranto, amor-perfeito, bistorta, bolsa de pastor,
cardo silvestre, chapéu de bispo, cânhamo, cavalinha, centáurea, centeio,
cevada, cicuta, cominho, choupo, cipreste escolopendra, estramônio, faia, feto
macho, fumária, heléboro negro, hieráceo (também conhecida como alface brava),
íris fétida, jácea, junco, linária, rosa-solis, salsa, samambaia, selo de Salomão,
serpentária, serpentina, sorveira, tamarineira, úsnea.
Utilizadas contra as doenças
saturninas, solares e de Vênus.
INFLUÊNCIA PLANETÁRIA.
Todos os planetas exercem suas
influências sobre o reino vegetal, e imprime nele sua característica particular
e essencial. O Sol exerce muito mais acentuada influência sobre as plantas e a
Lua em segundo lugar. O zodíaco é dividido em quatro partes, cada uma delas com
três signos e estes com seus elementos correspondentes.
A influência dos planetas sobre as
plantas se dá da seguinte forma:
— Raiz sofre a influência de Saturno.
— Tronco sofre a influência de Marte.
— Folhas sofrem a influência da Lua.
— Flores sofrem a influência de Vênus.
— Frutos sofrem a Influência de
Júpiter.
— Sementes sofrem a influência de
Mercúrio.
O
Sol, como mencionado anteriormente, exerce influência sobre todas as partes das
plantas, pois é a própria fonte de luz e vida.
A Lua, apesar de exercer exclusiva
influência sobre as folhas das plantas, conforme vai passando pelos caminhos do
zodíaco, irradia seu magnetismo ao solo, atingindo as partes do vegetal, como
descrito abaixo:
— Exerce sua força sobre as raízes
quando passa pelos signos da terra.
— Exerce sua força sobre as folhas e
sobre o caule quando passa pelos signos da água.
— Exerce sua força sobre as flores
quando passa pelos signos do ar.
— Exerce sua força sobre os frutos e
sementes quando passa pelos signos do fogo.
As fases da Lua influem nos aspectos
vitais das plantas, infundindo a sua luminosidade na terra, evidenciando a
dinâmica da germinação das sementes. Assim os vegetais que recebem mais intensa
luminosidade da lua, na fase inicial de sua vida, brotam mais rapidamente.
Vejamos:
— Lua Nova: Excelente para a poda, para
a colheita das raízes e tubérculos melhores, assim como o preparo da terra para
o plantio.
— Lua Crescente: Ótimo para a semear,
para a colheita dos frutos e outras partes comestíveis da planta, como as
folhas, flores e caule.
— Lua Cheia: Não é propícia para a
poda, pois os ramos crescerão mais rapidamente. Nesta lua não se deve exercer
trabalho algum nas plantas.
—Lua Minguante: Boa para a colheita e o
armazenamento de grãos.

O CÁLCULO DAS HORAS PLANETÁRIAS.
A planta de cada planeta deverá ser
colhida, preferencialmente, no dia do planeta de sua correspondência, assim
como também na hora deste planeta. Se, porém, a contingência determinar que não
seja possível esperar pelo dia da semana de seu planeta correspondente, deverá
se fazer na hora desta correspondência, pois isto irá conferir muito maior
potencialização nos efeitos desejáveis desta planta. Nada é por acaso. Todas as
coisas possuem uma razão de ser determinada pelo universo e seu encadeamento.
— Os dias de cada planeta:
Domingo é presidido pelo Sol.
Segunda feira é presidida pela Lua.
Terça feira é presidida pelo planeta
Marte.
Quarta feira é presidida por Mercúrio.
Quinta feira é presidida por Júpiter.
Sexta feira é presidida por
Vênus.
Sábado é presidido por Saturno.
Para calcular a hora planetária do dia
deveremos saber a hora na qual o Sol nasce, e também a hora na qual ele se põe.
Desse a hora que o Sol nasce até o
momento do seu ocaso, somaremos os seus minutos e dividiremos esse número por
12. Teremos, dessa forma, os minutos de cada hora, e definiremos o planeta de
cada hora, cuja hora inicial caberá ao planeta regente deste dia.
Vejamos um exemplo:
Em um dia de domingo, cujo regente é o
Sol, o seu despontar foi às 06:00 horas e seu ocaso às 20:00 horas. Teremos um
total de 14 horas, que multiplicado por 60, dará um total de 840 minutos; estes
divididos por 12, teremos cada hora
valendo 70 minutos. A primeira hora será o Sol, conforme citado
anteriormente, e seguirá uma sequência, chamada de Sequência Caldéia, como se
segue:
1. Sol – 2. Vênus – 3. Mercúrio – 4.
Lua – 5. Saturno – 6. Júpiter — 7. Marte.
Para calcular as horas noturnas deve
subtrair os 70 minutos da hora diurna de 120 minutos, que correspondem a duas
horas comuns, que conforme o exemplo anterior, será de 50 minutos cada hora
noturna, assim distribuiremos na sequência de 12.
Voltemos ao exemplo;
1. Sol 2. Vênus 3. Mercúrio 4. Lua 5.
Saturno 6. Júpiter 7. Marte 8. Sol 9. Vênus 10. Mercúrio 11. Lua 12. Saturno.
Terminadas as horas do dia inicia-se as
horas da noite seguindo a sequência;
1. Júpiter 2. Marte 3. Sol 4. Vênus 5.
Mercúrio 6. Lua 7. Saturno 8. Júpiter 9. Marte 10. Sol 11. Vênus 12. Mercúrio.
A TERAPÊUTICA.
A ciência que divide a terapêutica
oculta é normalmente subdividida em três partes: Aquela que é dirigida ao corpo
físico, a medicina do astral e a medicina psíquica.
Sabemos que todas as doenças se
originam nos planos sutis, porém suas Manifestações surgirão em um destes três
aspectos.
1. A Medicina do Físico.
A alopatia é a medicina dos contrários,
dada pela ação das substâncias materiais em doses elevadas. Os hermetistas, em
sua terapêutica, preconizam a fitoterapia com plantas colhidas em horas e dias
escolhidos de acordo com cada uma das influências planetárias, as quais poderão
ser empregadas nas seguintes formas:
*chás.
*ingestão, que poderá ser na forma
natural, sucos, saladas, sopas, xaropes.
*Tinturas.
*Pós.
*Banhos.
*Cataplasmas. (Pomadas)
*Gargarejos.
*Inalações.
*Lavagens.
*Unguentos.
*Azeites.
Os Chás:
1. Tisana — Após ferver a água,
introduza a erva. Tampa o canecão e deixa ferver por mais alguns minutos.
Desliga o fogo e deixa repousar até que possa ser tomado. Coa e estará pronto
para consumir. Na forma de tisana, alguns autores preconizam para ervas
inteiras, com folhas, talos e raízes.
2. Infusão: Ferve a água e despeja
sobre as ervas em uma vasilha, deixa tampado por um período aproximado de 20
minutos. Em infusão o ideal é com folhas ou talos/raízes picados.
3. Decocção: Com plantas em uma
vasilha, coloca-se água fria por cima e coloca no cozimento de 15 a 30 minutos.
Vegetais mais duros e firmes serão 30 minutos. Desliga o fogo e tampa por
metade do tempo do cozimento. A decocção é ideal para cascas e talos.
4. Maceração: Deixam-se os vegetais em
água fria de 12 a 24 horas. Partes mais dura deverão ficar 24 horas. Neste modo
de preparo são mais bem preservados os sais e as vitaminas essenciais da erva.
Por isso considerado o mais vantajoso. O único inconveniente é o tempo excessivo.
Cataplasmas:
Podem ser feitos na forma de ervas
frescas sobre o local, diretamente na lesão. Também poderão ser feitos com
ervas secas em saquinhos, frios ou quentes colocados sobre as partes doloridas.
Poderão também ser feitos na forma de pastas, com plantas socadas em pilão;
podendo ser colocada diretamente ou entre dois pedaços de pano permeáveis. No
caso de ervas secas, poderão ser umedecidas em água quente. No caso de
compressas faz-se o chá em dose forte, no qual mergulha o pano, torce este e
aplica sobre o local desejado.
Gargarejos: Deve ser feito,
preferencialmente na forma de decocção.
Inalações: Em uma vasilha a ferver,
após levantar a fumaça, aspirar através de um funil de cartolina. O importante
é manter resguardo de 12 horas após efetuar este procedimento.
Lavagens: Coa-se muito bem o chá e
introduz nas partes com o irrigador.
Unguentos: Trituram-se as ervas dentro
de um pilão. O suco obtido deve ser misturado com gordura de coco ou manteiga.
Pode aquecer no fogo para melhor fluidificar.
A Tintura:
É um extrato no qual são extraídos os
princípios ativos da planta através do álcool. O álcool pode ser na forma de
álcool de cereais, ou demais bebidas alcoólicas cujo teor é elevado, como a
cachaça e a tequila, desse que sejam incolores, pois os componentes, que tornam
o teor amarelado, poderão interferir no resultado final do trabalho.
Poderão ser utilizadas ervas frescas ou
secas. As secas como são desidratadas, possuem seus componentes em muito maior
concentração, por isso utiliza-se apenas 10% de proporção para 1 litro de
álcool, ou seja, 100 g para 1 litro de álcool, diferentemente das plantas
frescas que, proporcionalmente serão de 25% ou 250 g para 1 litro de álcool.
Em um recipiente de vidro é colocada a
erva e sobre esta o álcool, cobrindo-a totalmente, devendo chegar o nível à
boca do frasco, evitando que permaneça ar dentro da mistura. Deverá ser bem
vedado o recipiente e guardado em local escuro por cerca de 20 dias, em meio
aos quais o frasco deverá ser fortemente agitado duas vezes ao dia. No final do
processo, o álcool deverá absorver a cor da planta. Terminado este período, a
tintura deverá ser guardada em um recipiente cor de âmbar.
Tinturas são extratos de elevada
concentração, por isso deverão ser bem diluídos para sua utilização, de acordo
com cada caso específico, normalmente 5 ml por um copo d'água, tanto para
ingestão, quanto para aplicação.
2. A Medicina do Astral.
As doenças, cujas manifestações se dão
no corpo astral, são apercebidas fisicamente através da escassez de vitalidade,
sobretudo com aparente distúrbio de ordem nervosa.
É preciso frisar que, apesar das
doenças terem origem astral, elas tendem a manifestar no corpo físico. Há
manifestações físicas sempre a partir do plano astral, assim como as
manifestações astrais propriamente ditas, e estas, ainda que sejam manifestadas
neste plano mais sutil, também têm reflexos no corpo físico. Através de um
minucioso estudo dos sinais, o terapeuta irá constatar se a doença é uma
manifestação física, ou um reflexo físico de uma manifestação astral. (Há também as doenças de origem no Plano
Mental — O Manas, que veremos mais adiante).
Nas enfermidades de manifestações
astrais o tratamento o tratamento dá através da ministração de substâncias
energéticas, carregadas por uma diminuta quantidade de matéria física, com a
ação terapêutica dos "semelhantes" — "similia similibus
curantur": os semelhantes curam-se pelos semelhantes, a Lei da Similitude
— o princípio da medicina homeopática, ideal na aplicação sobre o mundo energético.
Pois, tais medicamentos são carregados da própria força astral, além dos
limites subatômicos. Como já frisamos anteriormente, as manifestações físicas
das doenças têm sua origem no astral, e por esta razão, os princípios
homeopáticos poderão também ser utilizados no tratamento das manifestações
físicas, atuando diretamente nos campos energéticos — astral.
Nas quantidades insignificantes de
matéria, carregadas de intensa energia, está a eficiência do tratamento no
órgão astral, pois esta energia restaura o equilíbrio energético dinamizando o
fluxo das correntes astrais, suprimindo todos os bloqueios.
A medicação homeopática é obtida
através de substâncias, em sua maioria, extraídas do reino vegetal. Tais
substâncias sofrem um processo de manipulação e diluição para que se chegue às
pequenas doses do princípio ativo.
A partir de sua manifestação no mundo
energético, as doenças astrais podem irradiar para o campo energético mental do
ser humano, ocorrendo a manifestação no plano mental. A Medicina Secreta trabalha
a anatomia oculta, isto é, os campos além do físico, onde a medicina
tradicional trabalha exclusivamente.
A anatomia oculta é sétupla, definindo
os sete corpos ou os sete veículos de expressão do Jivatman, e estes veículos
derivam do aspecto trino: corpo astral, físico e Espírito — o enxofre, o sal e
o mercúrio, da alquimia espiritual.
4. A Medicina Psíquica:
O Manas é o ente psíquico. Na Anatomia
Oculta há o Manas Inferior, ou Corpo Mental Concreto, e o Manas Superior, ou
Corpo Mental Abstrato. Ambos são os corpos mentais.
Fazendo uma rápida revisão da Anatomia
Oculta, temos:
1. Corpo físico denso.
2. Duplo etérico, onde se localizam os
sete Chakras: Muladhara, Swadhistana, Manipura, Anahata, Vishuda, Ajnã e
Sahashara. (No corpo astral também há os mesmos Chakras, porém de energia
astral).
3. Corpo Astral.
4. Corpo Mental Concreto, ou Manas
Inferior.
5. Corpo Mental Abstrato, ou Manas
Superior.
6. Búdico.
7. Átmico.
Na divisão trina, teremos o Corpo,
formado pelo corpo físico e duplo etérico; a chamada Alma, formada pelo Corpo
Astral e Manas Inferior; e o Espírito, formado pelo Manas Superior, Búdico e
Átmico. O Corpo Causal é o Espírito nesta tríade superior.
O Manas Inferior, pois, é a mente que
está sujeira a distúrbios no campo das ideias. E a terapêutica deve consistir
no direcionamento de energias, correspondentes a este plano, para efetivar a
harmonização dos fluxos energéticos necessários ao restabelecimento da
normalidade. Assim, temos três maneiras de restabelecer o equilíbrio da mente,
a primeira delas consiste na "sugestão", assim como o
"magnetismo" e o "hipnotismo".
a)
Sugestões: É a prática de sugestionar o paciente com ideias positivas
contrárias às quais se fizeram geradoras dos distúrbios. Tais ideias positivas,
através da ação no subconsciente, promovem uma restruturação da harmonia,
minimizando, e até mesmo, eliminando o desequilíbrio presente na pessoa.
As doenças psíquicas são condições de
anormalidade mental que interferem também na capacidade cognitiva, que pode
ocasionar reações no sistema imunológico, levando o acometimento patológico de
outras áreas do organismo, produzindo a adição de inúmeras comorbidades. Isto
sem contar o severo comprometimento da vida social do indivíduo, prejudicando
também sua vida profissional. As anormalidades mais comuns são os transtornos
de bipolaridade, transtornos obsessivos da compulsão, distúrbios da ansiedade,
esquizofrenia, somatizações, e mais uma gama enorme de outros transtornos
exacerbados também pelo ritmo frenético da vida moderna. As exacerbações,
entretanto, costumam fugir do âmbito físico de manifestação; uma simples
condição de irritabilidade constante, acaba gerando o que denominamos no
esoterismo como "larvas astrais" e também as
"forma-pensamento", que são formas astrais criadas através da própria
vitalidade do indivíduo, engendradas, muitas vezes, a partir de uma ideia fixa.
Estas "entidades artificiais" se acoplam no corpo astral da pessoa,
fazendo com que esta se distancie cada vez mais da realidade, culminando em
muitos casos com a demência. Tanto as larvas astrais quanto às
formas-pensamento também são produzidas pela Goétia, para que sejam fixadas em
uma "pessoa alvo", levando esta também à loucura. Existe, portanto,
distúrbios comportamentais advindos de trabalhos espirituais da negatividade.
b) O Magnetismo: também chamado de
terapia magnética, ou magneto terapia. É o processo através do qual se utiliza
dos fluídos energéticos inerentes ao próprio homem, restituindo o fluído vital
no organismo afetado. Aflui, portanto, as energias para a regeneração dos
padrões energéticos do indivíduo.
c) A Hipnose:
É o tratamento por indução que envolve
vários processos pelos quais uma pessoa, dotada de grande poder volitivo,
exerce influência sobre a outra, e esta, por sua vez, entra em um estado
semelhante ao de êxtase, e, justamente em tal situação, o terapeuta entra em
íntimo contato com seu subconsciente, fazendo com que possam ser quebrados
padrões nocivos e limitadores que afetam seu aspecto cognitivo, melhorando, por
conseguinte, seu comportamento, normalizando a concatenação e o fluir das
idéias.
A Medicina Hermética.
É a sintetização de todas as três
terapias anteriores.
Conforme os ensinamentos de Paracelso,
as causas externas que podem produzir o surgimento das moléstias são cinco.
Contudo, conforme menções anteriores, todas as doenças se iniciam no plano
energético. (não apenas doenças, mas todas as coisas visíveis têm origem nos
planos invisíveis, até mesmo uma obra de construção, que, antes de ser disposta
na planta, já existia na mente do seu construtor). Todas as manifestações
físicas possuem princípios energéticos que precedem sua formação. Tais
princípios atuam sobre as energias sutis, as quais uma vez desestabilizadas
induzem o surgimento das manifestações físicas.
1. Princípio Astral: São as influências
existentes neste plano sutil de existência.
2. Princípio Venenoso: Todas as
influências externas contrárias à normalidade da constituição etérea do
indivíduo.
3. Princípio Natural: É o princípio que
é atrelado à genética do indivíduo em seu encadeamento hereditário.
4. Princípio Espiritual: É aquele onde
se estabelece uma enfermidade através da negatividade dos pensamentos e ideias.
Iniciam-se com as doenças psíquicas.
5. Princípio Divino: Talvez este título
não seja bem adequado, porém foi estabelecido pelo grande alquimista há muitos
séculos. Compreende as reações às ações efetuadas pelo indivíduo na "Roda
do Samsara", no ciclo de suas encarnações, induzindo a formação das
enfermidades kármicas.
Todas estas cinco causas promovem a
manifestação das doenças, as quais, como referimos, têm a sua origem na
desarmonia energética, dentro do contexto da alquimia, poderemos dizer que
surgem a partir do desequilíbrio dos três princípios fundamentais: mercúrio,
enxofre e sal, respectivamente, Espírito, alma e corpo. Quando os dois
princípios opostos se confluem, o mercúrio e o enxofre, teremos o corpo como
resultante, que é o sal, este que neutraliza ambos os princípios para sua
manifestação no mundo material. O enxofre é o fogo primordial, o mercúrio o
úmido primordial, cada ser une em si estes três princípios.
1. O Princípio Astral:
Traduz-se nas influências planetárias,
que atuam diretamente sobre o organismo humano, ou indiretamente através do
efeito das condições ambientais produzidas pela sua influência.
3. Princípio Venenoso:
Na verdade, a condição que torna algo
venenoso é a incompatibilidade com a sua própria ação. As doenças provenientes
desta incompatibilidade obedecem a este princípio.
3. Princípio Natural:
Todas as particularidades, herdadas de
nossos ancestrais, exercem domínio sobre nossa mente inferior. Algumas destas
particularidades advêm da desarmonia característica da família, do povo e, até
mesmo, da raça do indivíduo; daí as propensões para as doenças hereditárias,
sejam familiares ou peculiares a determinados povos ou etnias.
4. Princípio Espiritual:
Este princípio se estabelece no caráter
volitivo, isto é, na vontade, no pensamento, advindo da imaginação, da memória,
do desejo e de toda negatividade estabelecida no poder criativo inerente ao
homem. Assim como existe a criatividade e a imaginação para o bem, existe
também para o mal. O poder volitivo, quando envolto em positividade, produz a
saúde e a cura; quando envolta em negatividade engendra todos os tipos de
malefícios.
Através da imaginação também se produz
a cura. Pois a hipnose e a sugestão atuam diretamente na capacidade imaginativa
do indivíduo, fazendo com que os comandos penetre nesta área derivando seus
efeitos positivos.
Paracelso preconizou, para as cinco
causas, cinco formas de tratamento, resultando
as cinco classes de médicos descritas por ele:
1. Naturalistas: são aqueles que se
utilizam de remédios físicos, sejam eles na forma de drogas, substâncias
minerais, vegetais, animais... São os alopatas.
3. Especifistas: Aqueles que
especificam um determinado remédio para uma também determinada enfermidade. Os
médicos deste grupo curam as enfermidades pelas forças específicas dos
medicamentos correspondentes. Os médicos observando empiricamente os efeitos,
de uma dada medicação, no tratamento de um tipo de moléstia, consideram este
como específico para a determinada enfermidade. São os homeopatas.
3. Caracteristas:
Aqueles que se utilizam de métodos
pelos quais as forças mentais atuam sobre a imaginação e a percepção do doente.
São os magnetizadores e os hipnotizadores.
4.
Espiritualistas:
São aqueles que têm o poder da
espiritualidade, que se servem da essência vital das substâncias, sejam elas
vegetais ou minerais na forma de metais, entre outras. Empregam o poder
volitivo e seu aspecto mágico, assim como suas correspondências astrais.
5. Fidelistas:
A esta categoria pertencem os teurgos,
que, através do ancoramento da fé, canalizam as forças superiores da natureza
direcionando-as para seus fins específicos.
Dentro destas cinco classes o terapeuta
poderá definir claramente os aspectos e a natureza das enfermidades,
constatando a sua origem e estabelecendo os processos que irão possibilitar a
cura. As doenças devem ser tratadas à partir de sua origem e não apenas
controlando sua manifestação, pois nesta reside a consequência e o objetivo
essencial é eliminar a causa.
O médico naturalista deverá compreender
a fundo a natureza essencial dos quatro elementos, assim como a interação que
deve se processar de forma harmônica entre eles. Deverá compreender também a
quintessência, o Éter, síntese das formas, a "insubstancial
substância" que permeia toda natureza visível e invisível. Compreendendo o
“espaço-ressonância”, obterá o “cálice sagrado da física”, com o qual
visualizará a matriz da natureza sensível, permitindo a realização da harmonia
energética. No elemento terra buscará a essência viva das substâncias sólidas
presentes nos quatro reinos. No elemento água todas as benesses da hidroterapia
e da fluidificação. No elemento ar as fórmulas dos exercícios respiratórios
assim como os aspectos climáticos propícios à pluralidade das situações. No
elemento fogo o calor, a luz e a terapêutica das cores.
Os especifistas focam a dinâmica da
fisiologia específica de cada fármaco em sua peculiaridade. Devem ser dotados
da sapiência fundamental das leis da combinação química na constituição dos
seres vivos e suas disposições, causas e consequências. A causa é o ponto
essencial da escolha do medicamento, como a própria caracterização diz:
"específico", na sua relação causa/efeito, para a configuração do
processo curativo.
Os especifistas deverão ter também,
como profícuo e indispensável auxiliar, o conhecimento dos Tattwas, que são as
cinco modificações do Grande Alento, as vibrações do éter. Pois são eles a alma
dos elementos e a causa em si destes elementos. Através de suas cores e sua
dinâmica, o terapeuta poderá estabelecer o preciso diagnóstico assim como o
agente específico que estabelecerá a cura.
Os caracteristas trabalham o efeito
sugestivo sobre as impressões do paciente, e todas as quebras de padrões
nocivos do subconsciente, através das técnicas de hipnose, imprimindo-lhes na
consciência novas perspectivas que possibilitarão o retorno da normalidade.
Os espiritualistas acionam as
correspondências astrais através dos sistemas mágicos. Muitos adentram na
perspectiva dos elementais buscando aquisição e domínio do poder dos elementos,
assim como todas as demais possibilidades que se integram neste contexto metafísico,
libertando os enfermos do aprisionamento espiritual através da ação das
próprias entidades espirituais. As curas extraordinárias de inúmeras doenças
foram realizadas, através deste sistema, pelo grande ocultista, Mestre
Paracelso, que se notabilizou através da história por suas obras imortais como
"Occulta Philosophis" e "Liber Paramirium".
Os fidelistas atuam através da Magia
Teúrgica (de Teo: Deus; de Erg: Trabalho; portanto Trabalho Divino), que se
constitui na invocação das sublimes
forças dos planos superiores, sua canalização energética e seu direcionamento,
para neutralizar as energias nocivas e restabelecer a harmonia intrínseca do
ser. Este é o único método que permite a atuação à distância, pois para plano
superior, de onde se faz a "captação" energética, não possui
relevância nem o tempo nem o espaço.
A METALOTERAPIA DE PARACELSO.
Mestre
Paracelso já sabia de antemão que muitas pessoas iriam zombar desta prática
terapêutica, e fez questão de escrever sobre isto, afirmando que taxariam de
superstição, de idolatria e, até mesmo de prática diabólica. Nada disso o
abalou.
Os metais devidamente preparados agem
pela eletricidade e pelo magnetismo, induzindo uma transformação molecular que
se propaga em todo organismo, restabelecendo o equilíbrio energético do
organismo restaurando, dessa forma, a saúde. Exercem, dessa maneira, ação sobre
a estrutura orgânica em contato externo assim como empregados internamente.
Os metais poderão ser de uso interno,
na forma pura, em uma ínfima quantidade de pó, ou em preparação com uma base
fitoterápica. Externamente poderão ser colocados em contato com o corpo, na
forma de correntes, anéis e pulseiras, afixado com fitas adesivas, ou como
antigamente, amarrado com lenços.
Hipócrates já utilizava o cobre para contusões,
feridas, amigdalites. O cobre também era utilizado contra cólera, maturação de
abcessos, infarto – estimulando o sistema cárdio vascular, febres, fraturas,
hematomas, tumores, contusões, osteoporose, hérnia, etc... Promove também a
coragem nos pacientes acometidos por pânico. O chumbo sobre tumores, inchaços e
nos locais com ocorrências de sintomatologia fortemente dolorosa. Sais de ouro
para a lepra, tuberculose e doenças venéreas. Pulseira de cobre para
convulsões, histerias, neurastenias e nervosismos em geral. A prata possui
grande propriedade sedativa, e é também desinfetante, revigorante, excelente
contra as infecções; eficaz nas doenças cardíacas, hipertensão arterial,
diabetes, normalização da atividade intestinal, pleurisia. Promove a calma em
pacientes vítimas de ansiedade. A água de prata era utilizada no tratamento de
gastrites e também na epilepsia.
O ouro era utilizado para reumatismo, Parkinson,
intoxicações, hemorragias, câncer, sinusites, pneumonia, verrugas, otites,
cistos ovarianos. O contato com o ouro promove a alegria e o vigor em pessoas
deprimidas.
O ferro é eficaz contra cólicas,
problemas urinários, meningite, anemias, cistos, problemas circulatórios,
escrofulose, insônia. Promove o dinamismo em pessoas apáticas.
Para inúmeras espécies de enfermidades
Paracelso utilizava os metais na confecção de "selos", os quais
continham sigilos, símbolos e inscrições, fabricados a partir de fundições com
metais em suas horas planetárias específicas. As combinações de metais
diferentes nas fundições também possuíam específica hora planetária para sua
confecção, assim como as gravações. A posição dos astros, com os planetas em
suas casas específicas, as fases da lua, eram observadas em muitas ocasiões no
preparo de alguns metais, assim como a proporção de cada metal em cada
combinação.
O GRANDE LIVRO DA NATUREZA.
Como já citei em inúmeros textos, há na
natureza a mão divina, expressando-se em todas as coisas, com seus padrões,
suas proporções e formas pré-estabelecidas. Toda natureza se renova em ciclos.
Os elementos se dinamizam através das cíclicas alternâncias que se equacionam
sob a dinâmica cósmica do contínuo "vir a ser". Existem os ciclos do
oxigênio, do carbono, do nitrogênio e de todos os elementos que se agregam, se encadeiam
se interagem... E retornam à sua origem primordial. Há o ciclo da vida como a
conhecemos, dos nascimentos, crescimentos e a aparente morte, para tornar a renascer,
crescer e viver sob os padrões cíclicos do universo, onde a mecânica celeste se
desenvolve em ciclos, se expandindo entre Manvântaras e Pralayas.
Em uma simples erva, colhida no campo,
há toda a simplicidade de uma vida em sua fragilíssima labilidade, assim como
os padrões presentes em toda natureza, onde estão contidos todos os segredos do
universo.
Analisando uma pequena parte
adentraremos nos códigos intrínsecos que nos revela o Todo. Pois assim como a
parte está contida no todo, o todo também é manifesto na parte. Tudo está
relacionado, tudo se integra. Através de uma única célula epitelial, é possível
analisar seus cromossomos, traçar a sequência de seu DNA e decifrar todo um
organismo de onde esta célula procede.
Assim como desvendamos o organismo
através de uma única célula, uma simples ortografia poderá dizer muito sobre o
indivíduo que traçou sua escrita. As expressões falam, a postura fala, o
silêncio fala. Em um diálogo podemos desvendar as características inerentes de
uma pessoa, tanto pelo que esta pessoa disse quanto pelo que ela deixou de
dizer. Os olhares costumam falar quando os lábios silenciam. É preciso "as
vozes" que interpenetram os gestos, estados e contextos. Aquilo que não é
aparente poderá refletir aquilo existe como potencial. O terapeuta, que
compreende a linguagem silenciosa das coisas, compreende onde está a harmonia e
onde reside a dissonância, e, neste padrão dissonante, identificará os fatores
desconexos, assim como os mecanismos necessários para restaurar a harmonização.
(...) “o alquimista árabe Alipili diz o
seguinte: Advirto-te, sejas tu quem fores e que tentes sondar as partes mais
arcanas da Natureza: se não encontrares dentro de ti o que buscas, tampouco o
encontrarás fora de ti. (...) Ó Homem conhece-te a ti mesmo; em ti está oculto
o Tesouro dos Tesouros". (Isis sem Véu, volume quatro; Helena Petrovna
Blavatsky).
Conhecendo nossa essência poderemos
conhecer a essência da própria natureza, e adentrar nas inescrutáveis
maravilhas da vida universal. "Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e
levantarei o mundo" — Disse o sábio Arquimedes. É preciso o conhecimento e
a ação para alavancar nossos propósitos e propagar aquilo que desejamos como
bom, útil e agradável.
Disse Mestre Paracelso: "A fim de
alcançar o verdadeiro significado da alquimia e da astrologia, é necessário ter
uma clara concepção da íntima relação e identidade do microcosmo com o
macrocosmo, e da sua interação. Todas as forças do universo estão presentes no
homem e no seu corpo; todos os órgãos humanos nada mais são do que produtos e
representantes dos poderes da Natureza".
Dentro de nós estão guardados todos os
segredos. Dentro de nós estão contidas todas as respostas. Dentro de nós está
latente todo o Poder.
Paz e Luz.