quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

AS SOMBRAS OU CASCÕES ASTRAIS

 

                                               


 

         Certa vez um velho mestre convidou seus alunos a seguir com ele em um passeio até um antigo cemitério. Quando estavam todos em meio às incontáveis lápides e sepulturas o velho mestre perguntou a todos:

 

        — “Meus filhos, poderão vocês me dizer a que conclusão chegam ao se defrontar com tantos restos de perecíveis corpos humanos?”

 

        — “A brevidade da vida terrena” — respondeu um deles.

 

        — “A ilusão no apego às coisas transitórias” — expressou-se outro.

 

        — “Que cemitérios não diferem muito dos lixões” — respondeu ainda outro gracejando.

 

        — “Creio que nenhum de vocês tenha errado em suas conclusões” — Disse o encanecido preceptor — “porém, quero que percebam o caminho das energias”.

 

        — Observem simplesmente o óbvio — Prosseguiu o Mestre — aqui jazem as cascas, como roupagens velhas que não têm mais função nem atividade alguma. Algumas pessoas se assustam ao tocar a casca de um inseto, até notarem que aquilo não é mais um inseto vivo. Cadáveres muitas vezes causam repugnância às pessoas vivas, mas nada mais são que restos orgânicos em desintegração. Sempre que um ciclo se completa a essência se esvai restando apenas os velhos invólucros a caminho da degeneração. Aqui nada resta além de restos desprovidos de vida e consciência.

 

        — Aquilo que está aqui é perecível — inferiu um dos jovens — o que se foi é eterno.

 

        — Não é bem assim, meu caro — corrigiu o ancião — à medida que avançamos na senda cíclica extra física, tudo aquilo que é temporal fica para trás. Assim como há cadáveres físicos, há cadáveres astrais. Quando a mônada abandona o plano físico, devolve seu veículo físico ao mundo que ele pertence; quando deixa o plano astral e segue parao mental, deixa seu veículo astral no próprio mundo de Kama nos caminhos do plano mental até seu retorno ao plano físico. Os cadáveres astrais são como os físicos, que, embora demorem mais tempo para desintegrar, permanece sob as forças das correntes astrais.

 

        — São os Cascões Astrais, invólucros desprovidos de vida sob a ação do mundo invisível, até que sejam dissipadas as densificações energéticas que lhe deram a forma — finalizou o Mestre.

 

        Esta ação do mundo invisível é que veremos a seguir no estudo dos cadáveres astrais, também chamados de “Sombras”, ou simplesmente “Cascões Astrais”.

 

 


 

                                                O Período de Existência no Plano Astral.

 

        Conforme vimos em textos anteriores, o período em que o ser permanece no “mundo de Kama” é muito maior que o período de vida no Plano Físico, havendo uma certa proporcionalidade do tempo em que viveu na dimensão física e o período de permanência no Plano Astral — um indivíduo que viveu poucos anos no físico, permanecerá, via de regra, pouco tempo na dimensão kamásica. Quando a população total da terra era de poucos milhões de indivíduos, o período de permanência astral atingia vários séculos — na Doutrina Secreta fala-se em cerca de mil anos — Devido ao crescimento populacional, onde a população terrestre atingiu a cifra de bilhões — hoje por volta de 8 bilhões de habitantes — a permanência no astral perdura pouco mais de um século, devido ao grande número de nascimentos. Sendo que, a tendência futura, no entanto, será de aumento gradual da permanência, devido à queda do índice de natalidade — um fenômeno recente na maioria das nações do planeta.

 

        Independentemente do tempo mais longo ou mais curto no Plano Astral, o indivíduo, antes de regressar à vida física, passa para o plano mental, deixando seu corpo astral, o qual permanecerá se degenerando no astral à semelhança da degeneração física. O tempo de desvanecimento do corpo astral é muito maior que o tempo de desintegração do corpo físico, ficando tal corpo sob os eflúvios das correntes astrais.

 

 

 


                                                 Características dos Cascões Astrais:

 

        O que ocorre nas Sombras, ou Cascões Astrais é que, por se tratar de energias sutis que compõem a sua estrutura, permanece nele resquícios de vitalidade que o animou em tão longo período, que confere uma tênue animação deste — seria a memória vital ectoplásmica sem o elemento espiritual consciente.

 

        É muito bom salientar aqui algo falado por alguns autores: a Sombra, ou Cascão Astral, não provém do “Corpo Etéreo” — já amplamente descrito em textos anteriores — mas do corpo astral. O corpo etéreo se desfaz muito rapidamente após o desenlace físico, tempo que, segundo alguns mestres, não ultrapassa algumas semanas — o qual é percebido, por alguns sensitivos, nos cemitérios junto ais túmulos dos recém falecidos; não se tratando, na grande maioria dos casos, da alma dos falecidos, a qual normalmente permanece muito além do ambiente vazio e sombrio das necrópoles.

 


        O Cascão Astral, por se localizar nos locais mais densos do plano astral — devido à maior densidade energética de sua estruturação — é de maior acesso aos sensitivos e aos trabalhos de atração e plasmação espiritual. Muitas aparições, que os portadores de afinidades extra físicas observam, nada mais são que Cascões Astrais, desprovidos de vida e alheios à comunicação. Quando acessados em trabalhos espirituais podem até responder, devido à memória vital ectoplásmica que permanece em sua composição. Porém, suas respostas vêm compreendidas em um torpor, uma lentidão sem expressividade. Passarei aqui a existência por nós elaborada, durante um acesso a um Cascão Astral durante um ritual de banimento Teúrgico.

 

 

        — A entidade que está presente tem um nome que possa se apresentar?

 

        — Sim…

 

        — Por favor, diga o seu nome!

 

        — “José Carlos” (Utilizamos aqui um nome fictício diferente daquele mencionado durante a resposta).

 

        — O que você quer, junto à pessoa X?

 

        — Paz.

 

        — Mas se ela é a pessoa que você amava você deveria ver que está prejudicando ela.

 

        Houve um silêncio.

 

        — Você sabe que já deixou o plano físico?

 

        — Não.

 

        — Você conheceu essa pessoa em vida. Diga o que ela representa para você.

 

        — Caminho.

 

        — Caminho de que?

 

        — Da estrada de Agudos.

 

        — Você conhece Agudos?

 

        — Conheço.

 

        — Já morou lá?

 

        — Já.

 

        — Se você for o José Carlos que ela conheceu, você nunca morou lá. Por que disse que morou?

 

        — Não sei…

 

        Após constatar ser um Cascão Astral, um verdadeiro “zumbi” do mundo espiritual, fez-se o procedimento do expurgo. O que é algo extremamente simples, pois é um resquício energético passivo e sem vontade própria — muitas vezes se aproximando da pessoa através da própria memória vital ectoplásmica.

 

 


 

                                                  Os Cascões Astrais vitalizados.

 

        Há dois tipos de vitalização dos Cascões Astrais: aqueles que são ocupados por algum Elemental; e aqueles utilizados pelos Magos Negativos, ou Magos Trevosos em seus trabalhos de magia negra — os quais criam os Elementares (não confundir com os Elementais citados logo acima), para serviços de malignidade.

 

        Em algumas ocasiões, um Elemental pode ser atraído justamente pela memória vital desses cadáveres astrais, para sugar esse resquício energético de magnetismo, ainda presentes nestes invólucros. Quando isso ocorre, o tempo de degeneração desses corpos se acelera, e, ao mesmo tempo ganha movimento e dinamismo proporcionado pelo Elemental que o utiliza como uma roupagem a perambular pelo astral.

 

        Por essa razão, os rituais de invocação dos Espíritos Elementais requerem precisão absoluta — como o Ritual Completo dos Espíritos Elementais já descritos com todos os pormenores em nossos textos anteriores.

 

        Esses rituais, que são a verdadeira iniciação de um magista, no domínio dos elementos, são assaz perigosos, devido à associação que esses seres podem, ocasionalmente, fazer com os Cascões Astrais. Pois um Elemental, provido de energia vital ectoplásmica, possui o poder de adentrar junto ao Duplo Etérico do indivíduo, juntamente com o cadáver astral em acelerado processo de desintegração, o que poderá levar o indivíduo a intensas perturbações, muito difíceis de serem sanadas — haja vista que os Elementais, especialmente os da Terra, quando carregados de energia, são como os Kama Rajas — também descritos em textos anteriores — que requerem extensos trabalhos de ritualística Teúrgica para o seu total banimento. Muitos indivíduos obsediados com tais seres padecerão intensos transtornos de ordem psíquica — alguns atingindo os lindes da demência.

 

        Uma observação importante, que não poderia deixar de ser citada, é que, quando ocorre a presença de Elementais fortalecidos junto ao Duplo Etérico, poderão levar o indivíduo a transtornos obsessivos compulsivos.

 

        No caso dos Magos Trevosos, estes trabalham junto aos Cascões Astrais, dando-lhes animação, através de uma revitalização e também da infusão de parte de sua própria consciência, tornando-os como se fossem seus servos teleguiados.

 

        O trabalho desses magistas malignos se inicia no acesso a um Cascão Astral. Eles buscam nas correntes astrais esses corpos nas regiões mais densas do mundo astral. Como tais magos possuem enorme facilidade no desdobramento astral, não é difícil captar um cadáver astral nas regiões mais próximas do plano físico.

 

        O Cascão Astral é muito mais denso quando os espíritos que os animaram também possuíam a energia mais densa. Um espírito mais evoluído, ou de nível mais elevado de consciência, possui seu corpo astral estruturado em energias mais sutis, e, logicamente, o cadáver astral, após o seu desenlace, terá sua composição também estruturada em energias mais sutis, o que não interessa aos Magos Trevosos — estes preferem os Cascões Astrais mais densos, especialmente os de maior concretude energética, como nos indivíduos altamente materialistas, nos criminosos, egocêntricos, naqueles em que os níveis de consciência não ultrapassam os interesses mesquinhos, muitas vezes eivados de hipocrisia e insensatez.

 

        Após atrair tais cadáveres, os Magos Trevosos iniciam seus trabalhos de revitalização — têm preferência por aqueles recém desencarnados, por observarem ainda maior memória vital ectoplásmica — muitas histórias de rituais macabros, onde os cadáveres erguem-se das suas sepulturas, têm sua origem nesses rituais, que são reais e não tão incomuns como se pensa — muitos Magos Trevosos, na vida real, se dissimulam de religiosos, ocultando sua verdadeira essência maligna sob um manto de devoção e dedicação a doutrinas, dogmas e preceitos.

 

        O ritual para energização desses cadáveres astrais se dá através de rituais onde são extraídas as energias, através de vapores de sangue sacrificial — normalmente são de animais, mas a maior força é diretamente proporcional a malignidade, não descartando, em muitos casos a utilização de sangue humano.

 


        O Cascão Astral, após a ritualística macabra, recebe um rudimento de consciência, advinda do próprio mago, e se torna como “novos olhos” de seu mestre, executando as mais nefastas tarefas do interesse de seu dominador.

 

        O Magista das Trevas utiliza seu “zumbi” astral para inúmeras tarefas, sempre dando suporte aos seus intentos perversos, sendo que a principal delas é atormentar seus inimigos, arruinando a vida deles através de uma forte obsessão, a qual poderá ocasionar acidentes, embaraços, loucura ou enfermidades. Outra tarefa dispensada a esses seres é o acesso à distância, tomando conhecimento de eventos, situações e circunstâncias através de “seus olhos” espirituais enviados para onde seus interesses possam estar em jogo.

 

        Com esses seres o banimento ou o expurgo não são eficazes, pois uma vez banidos eles retornam através da vontade e dos desejos de seu “senhor”. Os trabalhos contra esses instrumentos das forças malignas, diferentemente do expurgo de entidades, é a sua desintegração, a qual se dá através de extensos trabalhos de ritualística Teúrgica, o que nunca é uma tarefa fácil, especialmente quando não se conhece o Mestre “encantador” de tais seres, pois cada mago tem sua particularidade.

 

        É correto afirmar que nenhum desses seres, nem mesmo as piores intenções dos magos das trevas têm acesso e domínio sobre aqueles cuja essência está consubstanciada na Luz, no amor e na elevada espiritualidade — a água límpida de algum recipiente só se torna turva se houver sedimentos agitados por alguma força externa. Um recipiente de águas límpidas, sem sedimentos, jamais deixará sua limpidez.

 


 

        Os Cascões Astrais diferem das “Formas Pensamento” — também descritas em textos anteriores — pelo fato dessas últimas serem criadas através da plasmação volitiva elaborada através da luz astral. Os Cascões Astrais são estruturas energéticas que existem no Plano Astral, por isso, quando vitalizados, possuem força muito maior que as Formas Pensamento, ou Kama Rupa, de maior habilidade e estruturação muito mais tênue, portanto, sem maiô e estabilidade. As Formas Pensamento, em inúmeras vezes, podem ser criadas através da própria sugestão do indivíduo, muito diferente do Cascão Astral vitalizado, seja através de um Elemental (quase sempre gnomos — elemento terra), ou através da magia negra.

 

 


 

        É sempre importante lembrar que existem veículos que o Espírito utiliza para seguir seus caminhos nos diferentes planos de existência. Tais veículos são as energias dispostas nas densidades próprias de cada mundo. O Espírito atravessa os mundos em sua jornada rumo a auto realização, e suas “vestimentas” retornam aos recantos do Universo que nada mais são que as estradas rumo aos tabernáculos eternos.

 

        É importante também dizer que são muitos escassos os materiais sérios que tratam da verdadeira espiritualidade. O conhecimento destas particularidades do astral e dos trabalhos energéticos é algo imprescindível aos seres humanos que desejam conhecer mistérios e redescobrir sua própria essência. Vamos, através de nossos textos, desbravando os lindes dos mundos imponderáveis, sempre na certeza de que o conhecimento do mundo espiritual é o verdadeiro caminho para a nossa casa paterna.

 

        Paz e Luz

 


sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

ASTROS, MATIZES E FREQUÊNCIAS.

                             


     

 

        No universo tudo está relacionado, tudo está conectado. Conhecer as conexões é fundamental no estudo da alta magia, pois, através do inter-relacionamento das energias, poderemos acessar, canalizar e direcionar nossas intenções, dentro da perspectiva almejada.

 


        Sabemos que cada Chakra possui determinada matiz, e, cada matiz, subjetivamente, de acordo com a tônica individual de cada ser, provoca alguma sensação, e não apenas uma sensação, mas um efeito desencadeante na própria fisiologia do organismo. Da mesma maneira, a influência astral, cada astro possui sua matiz e sua frequência vibratória — os chakras da mesma forma, encetam seu padrão energético sobre os plexos e órgãos aos quais fazem correspondência. As cores possuem cada uma delas as suas próprias vibrações, os astros possuem as suas cores assim como os chakras, compreendendo a relação entre os astros e o homem, o qual possui em seu corpo etéreo os sete chakras relacionados aos sete planetas visíveis, se coordenam, ou se programam através do relacionamento com os sete espectros de colorações essenciais do universo. Conhecer tais fundamentos é algo muito valioso para o magista em seus trabalhos de canalização das energias.

 

        Iniciamos com a "Sequência ou Ordem Caldaica” dos astros visíveis — de acordo com a sua velocidade a qual contorna o circuito do Zodíaco*.

 

        *Fazemos aqui a sugestão à leitura dos textos anteriores "Compreendendo a Astrologia", profusamente detalhado em suas explanações.

 

        — A leitura de nosso texto, postado anteriormente "A Magia Teúrgica", facilitará o entendimento dos princípios, métodos e objetivos da Alta Magia.

 


        1. A Lua. Muitos astrólogos se referem à Lua como um planeta — de acordo com a Astrologia Clássica. Esta, na verdade, é o único satélite natural da Terra. Do mesmo modo, o Sol, que é a estrela onde gravitam todos os demais astros de nosso sistema.

        A cor correspondente à Lua é o Branco e a Prateada. O Branco é  a cor que representa a paz e a pureza. É o matiz resultante da somatória de todas as demais tonalidades, portanto, a frequência transformadora, presente na mutabilidade do astro que se transfigura em meio às lunações. Traz em si a serenidade da viajante do céu noturno.

        A cor prateada traz em si a representação "yin", a polaridade negativa em relação ao Sol, o Yang — vem ser a luz mais fraca, a penumbra em contraste com a claridade solar "yang". É o princípio feminino em sua disposição sonhadora, maternal e intuitiva. É a deusa consorte em seu papel materno nos luminares, aquela que preside a noite em sua mais bela sutileza a estimular os instintos.

 

        Nos trabalhos mágicos pode ser utilizada as velas brancas e os incensos das ervas lunares — já descritas no texto "A Medicina Secreta" de nossa autoria. Os trabalhos elaborados no plenilúnio são aqueles onde se desejam as plasmações, as invocações, consagrações e contatos com o mundo kamásico (Kama em sânscrito: "astral"), onde se manifestam as inúmeras afinidades extrafísicas, como a clarividência, clariaudiência, desdobramentos e projeções. Os trabalhos mágicos, Teúrgicos — alta magia — ou não, são elaborados na segunda feira, dia consagrado à Lua, iniciando, preferencialmente na "hora lunar" (Ver "Horas Mágicas” nos textos de Astrologias anteriormente postados).

        A Lua se relaciona o Chakra Anahata — o Chakra Cardíaco, emotivo, emocional e pulsante como os movimentos lunares em sua jornada zodiacal.

        Na Árvore da Vida da Cabala corresponde à Sephirah de Yesod — o Plano Astral.

 


        2. Mercúrio. Possui sua correspondência com a cor amarela.

        É o planeta mais próximo do sol — faz seu movimento de translação (giro ao redor do Sol) em 88 dias.

        Na mitologia vem ser o mensageiro dos deuses superiores, trazendo, em sua natureza cósmica, a agilidade de raciocínio, a comunicabilidade, o intercâmbio e o acesso ao conhecimento. Onde está o efeito comunicativo está a natureza cósmica do astro, permeando a escrita, a oralidade, o acesso, o contato e todos os efeitos da intercambialidade.

        Os trabalhos de mercúrio são realizados nas quartas feiras, dia consagrado ao astro.

        Assim como a Lua, traz em si a neutralidade, dependendo dos aspectos de outros astros a incidirem sua influencia. Benéfico junto aos benéficos, maléficos junto aos maléficos, na dependência das conjunções, oposições,  quadrantes e outros aspectos relevantes dentro da astrologia.

        Relaciona-se com o Chakra Vishuda — o Chakra da audição astral — justamente onde se manifesta a comunicação entre os dois mundos.

        Na Árvore da Vida da Cabala corresponde à Sephirah de Hod.

 

 


        3. Vênus. Tem como correspondência dia a cores: a cor rosa e a cor verde.

        É o segundo planeta mais próximo do Sol; também chamado de Vésper, a Estrela D'alva, a estrela da manhã, vista perfeitamente nas primeiras horas da manhã e também nas primeiras horas do anoitecer.

        “... Sou a resplandecente estrela da manhã" — Disse Jesus Cristo em Apocalipse 22, 16, em uma perspectiva simbólica de grande profundidade exegética.

        Na mitologia é consagrada como a deusa do amor. E, juntamente com Júpiter, perfazem o par dos chamados planetas benéficos — sendo Júpiter o Grande Benéfico e Vênus o pequeno planeta benéfico.

        Cada cor corresponde a um de seus atributos essenciais; a cor rosa carrega em si a delicadeza, o sentimento e as emoções consubstanciadas no amor — não apenas o "amor Eros" em sua atração ao encanto e à beleza, mas também em todas as dimensionalidades mais sublimes deste sentimento, seja nas relações familiares, seja nas amizades fraternas (o amor "Filum"), assim como no amor à humanidade, a todos os seres, na amplitude divina da convergência ao Todo — o "Amor Ágape".

        A cor verde tem relação com a fertilidade, com os sentimentos, as artes, com a fertilidade, seja ela reprodutiva ou na criatividade das ideias e prospectos.

        A Magia de Vênus tem por objetivo encetar tudo aquilo que exige equilíbrio, a busca de harmonização, o entendimento, a reconciliação, o encetamento à empatia recíproca, desvanecendo invejas, ciúmes, falta de afinidade.

        Os trabalhos de Vênus são feitos nas sextas feiras, com incensos de plantas de Vênus e velas com suas cores correspondentes.

        O Chakra correspondente a Vênus é o Swadhistana no plexo sacral. Na Árvore das Sephiroth — Árvore da Vida da Cabala — corresponde à Sephirah de Netszach.

 

 


       4. Marte. Correspondente à cor vermelha. Na mitologia representa o deus do belicismo — o senhor do fogo e da guerra, assim como a força, os instintos, libidos, a destreza e as paixões.

        Ele aparece como uma estrela avermelhada no início da noite, na direção nordeste.

        Os trabalhos são realizados nas terças feiras, dia de Marte, com inicio na hora também de Marte. Utilizam-se incensos com plantas relacionadas a Marte. E têm por objetivo a resolução de problemas relacionados à vitalidade, à fraqueza e a pusilanimidade, onde incluímos depressões, escassez de libido, ausência de ânimo e força vital.

        É considerado um planeta maléfico — o Pequeno Maléfico em associação com Saturno, o Grande Maléfico. No entanto, é fundamental, expor aqui que não existe no panteão cósmico nenhum astro eivado de malignidade — tudo tem um propósito e uma razão dentro do sequenciamento universal, seja como senhores kármicos, ou agentes de equilíbrio das potencialidades. Como disse certa vez um antigo sábio: "O mal é um bem que ainda foge à nossa compreensão".

        O Chakra relacionado a Marte vem ser o Muladhara, o Chakra raiz onde reside a potencialidade do Kundalini.

        Na Árvore da Vida da Cabala corresponde à Sephirah de Geburah.

 


        5. Sol. Possui duas cores correspondentes: o dourado e o amarelo.

        Como Astro-Rei, tem na matiz dourada sua plasmação à tudo aquilo que diz respeito à evidência, seja o êxito, o sucesso, e, até mesmo a riqueza na correspondência ao ouro e sua conotação com os bens materiais.

        Há também a riqueza essencial relacionada às frequências mais puras deste astro, que são as riquezas dentro da Espiritualidade, da luz e da iluminação, pois o "Doador da Vida" traz em si toda a natureza da aproximação, em torno do qual gravitam todos os astros na grandeza do encadeamento planetário do fluxo de vida e existência.

        A coloração laranja traz em si os aspectos do equilíbrio cósmico — no sequenciamento dos Solstícios e Equinócios, onde são definidos os ciclos que propulsionam a harmonia e o equilíbrio da natureza.

        A Magia solar é magnífica, pois este é o astro benéfico da iluminação. Tem em si a correspondência cabalística da Sephirah de Tipheteth, o centro da Árvore da Vida — a força equilibrante crística das luzes da ascensão.

        Os trabalhos solares são presididos no domingo, onde são canalizadas as energias de vida e luz, para o estabelecimento  físico, para expurgos e banimentos, para prosperidade e direcionamentos.

        Se utilizadas velas, estas deverão ser de coloração amarela e os incensos de plantas solares.

        Seu Chakra correspondente é o Manipura, também chamado Chakra do Plexo Solar.

 


        6. Júpiter. Possui a correspondência com as cores azul e roxa.

        É o maior planeta de nosso sistema solar. Vem ser o Grande Benéfico entre todos os astros.

       É simplesmente trezentas vezes maior que o planeta Terra.

       Sua tonalidade azulada está relacionada à equanimidade, ao propósito de justiça e honradez, assim como também tudo aquilo que procede da elevação, sejam sentimentos, perspectivas, estudos e anseios. 

        Já a tonalidade roxa possui as frequências da prosperidade, de tudo aquilo que se agiganta, que cresce positivamente, seja dentro da perspectiva material, seja da perspectiva espiritual.

        Sobre essa perspectiva espiritual, os rituais de Júpiter são os de maior positividade e eficiência dentro da alta magia. Seu dia é a quinta feira, dia no qual os magos Teúrgicos encetam seus rituais aproveitando as frequências propícias para a realização de seus trabalhos, sejam eles de cura, libertação, expurgos, banimentos, exorcismos e busca de circunstâncias favoráveis.

        Antigamente tais ritualísticas eram chamadas de "Noites das Velas Azuis" — hoje, no entanto, as perspectivas de tais rituais dispensam inúmeras práticas tradicionais, focando a elevação das consciências — supra consciência — para o acesso (captação), canalização e direcionamento das energias para os propósitos desejados.

        Júpiter faz correspondência com o Chakra Sahashara, chamado no ocidente de Coronário.

        Na Árvore da Vida, cabalística, corresponde à Sephirah de Chesed.

 

 


        7. Saturno. Possui correspondência a duas colorações distintas, o índigo e o preto.

        Na Árvore da Vida da Cabala corresponde à Sephirah de Binah, onde se iniciam as formas.

        Saturno é, dentro da Astrologia, considerado o Grande Maléfico, perfazendo junto com Marte, o Pequeno Maléfico, os planetas da negatividade energética. Mas, como citamos anteriormente em relação a Marte, não existem planetas maléficos, mas sim astros que possuem suas funções, dentro do sequenciamento cósmico, equilibrantes, como o Yin e o Yang, necessários ao equilíbrio do próprio dinamismo cósmico. 

        Sua tonalidade índiga estabelece uma frequência com os planos espirituais dentro de um dinamismo transformador, seja este nas circunstâncias, nos enlaces espirituais e na cura, quando se necessita de um equilíbrio energético que seja profícuo.

        Sua coloração preta, dentro da magia cabalística, estabelece uma frequência energética de blindagem contra energias indesejáveis. É a frequência do "corpo fechado", a proteção eficaz contra ataques do mundo espiritual, especialmente àqueles que possuem a "Tela Búdica" danificada, sendo alvo frequente das influências astrais inferiores. (sobre a Tela Búdica já postamos um texto anteriormente, presente nas apostilas).

        Tal proteção oferece blindagem não apenas de pessoas, mas também de lugares e propósitos.

        Seus rituais são executados no sábado, daí o nome Samadi do francês ou Saturday do inglês e também em diversas línguas do tronco indo-europeu, assim como do semita. A propósito, por curiosidade, alguns autores consideram o Deus bíblico como Saturno, por ter relação com o Sábado Judaico — talvez uma coincidência interessante da qual não temos como confirmar a voracidade, mas que também mereça ser estudada.

        Seja como for, a magia de Saturno traz muita eficiência para a neutralização e desvanecimento de magias negras e todo tipo de feitiçaria ligada à baixa magia.

        O Chakra correspondente à Saturno vem ser o Ajnã , o Chakra do Terceiro Olho, também chamado Olho de Shiva, que confere o desenvolvimento da visão astral.

 

 


 

                                   Trabalho com as frequências:

 

        O Magista trabalha essencialmente com frequências. Todo passo de qualquer ritualística são meras ancoragens para se estabelecer um grande poder intrínseco do homem chamado "Fé". Por esta razão os grandes magos dispensam rituais e práticas de ancoramento, e mesmo muitos sistemas mágicos, com o passar do tempo, gradativamente vem dispensando instrumentos, fórmulas e indumentárias.

        Todos os trabalhos, para maior efetividade, deverão estar alicerçados no princípio hermético da correspondência, para que possam ser acessados os mananciais de energias de mais plena sutileza.


 

        Sabemos que a matéria nada mais é que energia em seu estado maior de condensação, e toda forma de energia é uma potencialidade para que possam exercer atividade transformadora sobre a matéria. E, quanto maior a sutileza das energias acessadas, maior poder e efeito transformador terão sobre as energias mais densas, canalizando-se diretamente sobre inúmeros aspectos, formas e circunstâncias, nas quais uma vez direcionadas, realizam o propósito ao qual foi designado o trabalho.

        Os demais passos das ritualísticas, que se estabelecem junto ao princípio hermético da correspondência, se configuram como ancoragens para a acessibilidade aos campos energéticos superiores. Toda ancoragem é, na verdade é substituível, pois casa sistema mágico possui a sua ritualística própria. A razão de serem substituíveis provém da simples ideação de outro princípio hermético fundamental: “Tudo é Pensamento”. Pois as ancoragens são meros artifícios humanos para suprir um poder divino conferido ao gênero humano: a “Fé”; a qual o verdadeiro mago faz uso, sem dispor de qualquer ancoramento para a realização de seus propósitos e perspectivas. A “Semente de Mostarda” está ao alcance da supraconsciência, desde que o amor seja a viga mestra de todas as intenções e perspectivas. Da pequena semente nascem as grandes árvores, as quais se agigantam sob o zelo do sábio jardineiro.

 

Paz e Luz