sexta-feira, 25 de junho de 2021

OS SEQUENCIAMENTOS ESPIRITUAIS.

                                     

 

                                  


                               OS SEQUENCIAMENTOS ESPIRITUAIS.

                                   Uma Abordagem dos Mistérios da Evolução.

 

        Observemos o mundo que nos rodeia, o mundo visível aos nossos olhos físicos. Em toda e qualquer observação, minuciosa ou não, vemos seres, animais, vegetais, de todo gênero, famílias e espécies. Os seres humanos são integrantes dessa gigantesca e incontável diversidade, animal, como tantos outros, se diferencia dos demais tomando em conta apenas seu grau evolutivo.

        Sabemos que a matéria nada mais é que energia em estado de densificação, e tudo aquilo que é denso está estruturado nos infindáveis graus de sutileza que compõem a dinâmica universal. O alicerce, pois, das energias densas é justamente toda a gradação das energias sutis, muito além das partículas subatômicas do domínio quântico, invisível aos nossos olhos dentro da particularidade humana. Se chamarmos essas energias em estado de sutileza de um mundo paralelo não estaremos cometendo qualquer sacrilégio contra a ciência ou contra a filosofia. Se chamarmos esse mundo ou universo paralelo de plano espiritual será apenas uma questão de nomenclatura, nada que possa distorcer a noção de realidade nem inaugurar alguma noção alheia à verdade da qual a própria ciência já se aproxima.

        Neste universo, além da concretude da materialidade palpável, estão as estruturas da própria natureza existencial. Não é possível conceber a densidade sem que esta esteja suprida na sutileza. É impossível a existência do mundo físico sem sua contra parte espiritual.

        Já disse o apóstolo Paulo em sua segunda epístola aos coríntios: "Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são as eternas". (II Aos Coríntios 4, 18). Adentremos na concepção deste mundo da estruturação e nos reconciliemos com a nossa verdadeira essência primordial, pois somos também seres deste universo sutil, assim como também toda diversidade que nele está inserida.

        No livro do Caibalion de Hermes traz a significação dos Sete Princípios da verdade, os quais, segundo a obra, aqueles que compreendem tais princípios, possuirão a "chave mágica", através da qual "todas as portas do templo são abertas". Nada foge a estes sete princípios herméticos: a formação do universo, o dinamismo cósmico, a formação dos mundos e toda natureza espiritual. Dentro desta natureza espiritual está a linhagem dos seres e seu dinamismo que segue a corrente evolutiva. E esta jornada evolutiva segue a ordem estabelecida dentro dessas leis que condicionam seus aspectos, caminhos e derivações. Sigamos seus caminhos e compreenderemos seus propósitos.

 

 

 


              

 

                                       O Sequenciamento Místico dos Nistarim.

        Este segmento foi interpolado ao texto, mesmo fora de ordem, devido à sua valiosa importância dentro do conhecimento esotérico, e os mistérios que o envolvem.  

 

        Existe uma linhagem espiritual conhecida no mais profundo ocultismo judaico pelo nome de Nistarim, ou mais precisamente, Tzadikim Nistarim, os Trinta e seis Justos Ocultos. No próprio Talmude há referência sobre estes “santos”, em numero de 36 encarnados no mundo para resguardar a humanidade dos males da própria humanidade, impedindo sua destruição. Os estudantes aprofundados no estudo cabalístico sabem que os Nistarim não constituem uma mera lenda, mas são os tutores da humanidade em toda sua trágica história de ascensão evolutiva.  Sempre se mantêm como numero de 36 encarnados no plano físico. Quando, no desenlace físico de um integrante deste número, outro Nistarim reencarna em nosso mundo, em substituição àquele que retornou ao mundo espiritual. São estes, na verdade em número de 72, metade deles no plano físico e metade no plano astral resguardando estes planos dos nefastos efeitos da ignorância humana.  Ao longo dos séculos, ou até mesmo milênios, foram introduzidas várias outras concepções sobre os Nistarim, assim como inúmeras outras conjecturas. Entre alguns ocultistas cristãos, há uma crença que, quando tomei dela conhecimento, notei que havia muito sentido, tanto com relação às escrituras, quanto à numerologia cabalística. Segundo o que um desses mestres chegou a me explicar, é que houve um acréscimo neste número, tornando a soma total 73 espíritos evoluídos que se voluntariaram para o zelo do planeta. E isto está, segundo ele, escrito no Evangelho de João, mais precisamente no capítulo 21, versículos 20 a 25, quando Pedro pergunta a Jesus o que seria daquele “apostolo que Jesus amava”, João. Ao qual Jesus lhe responde: “Se eu quero que ele fique até que eu venha que importa a ti? segue-me tu”. (Versículo 22).  Com isso inaugurou-se o momento de ampliação do número para 73. Mais que zelar pelo bem da humanidade, os Nistarim se constituíram como grupo para contrapor o efeito maléfico de outros 72 seres. (assim como há a Árvore das Sephiroth, há também seu reflexo negativo, a Árvore das Qliphot). Estes são os poderosos da humanidade que retardam a evolução humana para manterem seus domínios estabelecidos desde a mais remota antiguidade. E seu número também se completa em 72. Vejamos aqui algo interessante, a soma cabalística de 72 é 9, que é também a soma do numero 666, o respectivo número da besta citada no livro do Apocalipse, e, neste mesmo livro, em seu capítulo decimo terceiro diz:  “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”. (versículo 18). Com o acréscimo de mais um número aos Nistarim, seu número elevou-se a 73, cuja somatória é 10, ou mais precisamente 1. O número sagrado da unidade absoluta.

 

                                

                                  

 

 


 

 

                               Tudo é Mente. (Princípio do Mentalismo).

 

        A densidade nos discrimina, a sutileza nos unifica, disse certa vez um velho mestre. Na concretude aparente da matéria estão presentes as diferenciações, e, ainda no mundo espiritual muitas diferenças persistem, pois no plano astral está a configuração do plano físico.

        "Cuidado com os seus pensamentos, pois eles se tornam palavras. Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações. Cuidado com suas ações, pois elas se tornam hábitos. Cuidado com seus hábitos, pois eles se tornam seu caráter. E cuidado com o seu caráter, ele se torna o seu destino". — Disse um grande sábio. Tudo tem origem no pensamento. O próprio universo e sua energia essencial é o pensamento divino. No mundo astral são criadas todas as estruturações que ganharão "realidade física". Todos os grupos espirituais são plasmados em pensamentos, eles geram as ações que produzem o Karma, e através do Karma forma-se a "Roda do Samsara", o ciclo das reencarnações, onde estão os caminhos das principais linhagens do mundo de "Kama", o astral, cuja diferença do mundo físico está apenas na frequência de suas vibrações.

 

 

 

 


 

                                O DNA Astral (O Princípio da Correspondência).

 

           "Como em cima, assim é embaixo, como embaixo, assim é em cima". Ou seja, tudo aquilo que está presente no plano físico também tem sua correspondência astral, e tudo aquilo que está no plano astral possui sua equivalência física. Aqui estão presentes os segredos ocultos da natureza, e notemos que fala de correspondência, não de igualdade. Quem conhece a astrologia sabe que a primeira casa, ou a casa do ascendente é análoga ao signo de áries, inclusive com sua regência fundamental, porém, qualquer outro signo poderá estar direcionado em sua cúspide, e toda configuração se diversifica. Existe o DNA físico. Todos os seres possuem seu sequenciamento genético, e isso em toda a escala evolutiva, derivando dos mais simples aminoácidos, passando pelo rudimento dos ínfimos seres até às espécies alocadas nos graus mais elevados do enquadramento zoológico.

        Sabemos que na natureza e, por extensão, no ocultismo, sempre deve se evitar o "nunca" e nunca pode se dizer o "sempre". Porém existem fatores que condicionam determinadas regras.

        Para que ocorra a reencarnação em um corpo físico, via de regra, deverá existir a compatibilidade entre o DNA Astral que acompanha o corpo espiritual do indivíduo e o DNA físico que condiciona todos os caracteres deste corpo.

        Existem as linhagens familiares no plano físico que possuem correspondência no mundo astral, assim como também podemos dizer, linhagens astrais que se densificam  no plano físico. Existe sempre a facilidade de um ser espiritual reencarnar na mesma família, ou melhor se expressando, na mesma descendência de seu grupo ou clã, pois seguem a compatibilidade, não apenas genética em seu sentido mais amplo, mas também aspectos culturais e evolutivos, pois a evolução, embora individual, se propaga no âmbito do grupo, seguindo a corrente da ancestralidade. Logicamente ocorrem reencarnações em grupos diferentes, mesmo em longínquos vínculos de ancestralidade. O que se torna mais difícil é um espírito reencarnar em um outro povo muito diverso daquele que segue seu DNA Astral. Por exemplo: alguém que pertenceu ao povo mongólico reencarnar em um corpo de um povo berbere do Magreb, ou vice versa. Não que tal seja impossível, mas é, segundo os ensinamentos ocultos, de rara ocorrência. Existem também muitas fantasias em determinadas escolas espirituais, como seres que foram casados em outras vidas, voltarem a serem casais em outra vida subsequente. Algo assim seria raríssimo, pois se formaram laços sanguíneos em uma vida, gerando descendentes, seria muito mais provável que nascessem como parentes, próximos ou distantes. É preciso salientar dois aspectos muito importantes para aqueles que seguem o ocultismo com racionalidade. O primeiro deles é o conhecimento da integração que ocorre em todo planeta, e em especial nas Américas, onde todos os povos se encontram e se misturam. A miscigenação é fundamental para que sejam quebradas as barreiras entre os povos, criando um novo tipo de DNA, tanto astral como físico, favorecendo a reencarnação de indivíduos advindos de quaisquer outros povos que se misturam. Por exemplo, os euro-ameríndios da América Latina, nos quais poderão encarnar espíritos tanto europeus quanto dos povos indígenas, e, da mesma forma entre africanos, europeus e asiáticos que se misturam em diversas partes do mundo. A miscigenação é o primórdio de um novo povo que se estabelecerá no planeta, através do qual, além de permitir todo um intercâmbio espiritual, afastará todas as mazelas e efeitos nefastos da discriminação, do preconceito e do racismo. Outro aspecto importante é termos consciência de que existem mais de sete bilhões de espíritos encarnados, e um número ainda maior de espíritos desencarnados, a integração de todos esses seres é o objetivo da força oculta da natureza essencial. Através da qual os seres não sejam restritos a pequenos grupos, a restritos clãs e povos, mas que haja uma aproximação gradual de toda a família humana.

        É muitas vezes belo falarmos em patriotismo, a regionalismos, à preservação de culturas de aspectos típicos de agrupamentos físicos. Porém há uma amplitude muito maior a ser alcançada. Como disse um antigo mestre: "Sua casa é a Terra, sua família a humanidade". Ninguém pode negar que todos os cantos do mundo nunca estiveram tão próximos, que os povos de todas as nações nunca estiveram tão espalhados pela vastidão do planeta, que as distâncias se "encurtaram". É preciso seguir este novo modelo da consciência planetária, e não mais se restringir a limites de países, povos, línguas e nações. Existe raça humana que se transforma, redefine e reintegra a concepção perdida de uma unidade global, livre dos "muros" de racismos e preconceitos e conectadas por caminhos e vias onde se possam unificar como irmãos.

 

 

                                        

 


 

                                              Os Fluxos e os Influxos.

 

        E evolução espiritual não é uma constante ascendente, mas uma ascensão composta por aclives e declives. É o princípio do ritmo que configura, não apenas os seres humanos, mas as próprias raças raízes, povos e impérios. (Na verdade é o quinto princípio, alterado aqui intencionalmente na sequência) É um caminho evolutivo com ascensões e quedas. Observemos a grandiosidade dos impérios, assírio, babilônicos, medo-persas, helênico, romano, e isso sem contar a grandiosidade da Atlântida. Olhemos para nossas vidas quantos altos e baixos, e nem por isso retrocedendo espiritualmente. Certa vez, um  jovem aprendiz de ocultismo definiu a evolução da maneira que me pareceu mais precisa: "A evolução espiritual é como uma longa escadaria, feita com uma sequência contínua de três em três degraus, sempre com dois que sobem e um que desce". É uma ascensão onde nunca deixa de ocorrer tropeços.

        Assim o são as linhagens espirituais, seguindo sempre um ritmo oscilante, de poderio e miséria, de moralidade e depravações, regozijos e angústias. Assim como as marés, o ritmo traz as compensações.

        Vou citar uma linhagem espiritual muito interessante, totalmente registrada na Bíblia e na própria história da humanidade. A linhagem do povo judaico. Em toda sua peregrinação pela terra esse povo demonstra perfeitamente o princípio rítmico do processo evolutivo, o qual se poderá facilmente constatar ao longo das escrituras, sagradas ou não. Surgiram como um povo nômade, formado por pastores e pequenos agricultores em uma terra árida e repleta de inúmeros outros povos. Foram elevados durante o período de José, você rei no Egito, depois, neste mesmo país se tornaram escravos. Regressaram à terra de Canaã cometendo terrível genocídio dos cananeus, perfeitamente descrito no livro de Josué. Firmaram-se como povo constituindo um reino, cujo apogeu se deu no reinado de Salomão, filho de David. Após este houve o cisma das doze tribos, a deportação para a Babilônia, o retorno sob os auspícios de Ciro, imperador persa, e a sequência das invasões de inúmeros povos, fazendo parte de inúmeros impérios até que ocorreu a diáspora durante a vigência Império Romano. Em meio à dispersão e a perseguição pelas inúmeras nações, pelas quais passaram, se organizaram, prosperaram e se tornaram notórios em diversas áreas, tanto da ciência quanto da filosofia. Foram quase que totalmente destruídos pelo governo nazista da Alemanha, e por fim, restabelecidos em seu país, formando o então Estado de Israel, que apesar das inúmeras mazelas, seguiu seu caminho evolutivo eivado de sabedoria e notoriedade.

        Este foi apenas um exemplo do "movimento pendular" que configura o caminho da evolução espiritual. Poderíamos falar dos árabes, dos chineses, hindus, gregos, incas, astecas, sudaneses e bantos escravizados pela ganância das elites colonialistas. Todos povos, nações, clãs e famílias seguem sua jornada evolutiva passo a passo nos caminhos, ora sombrios, ora ensolarados transpondo tempos e espaços.

 

 

 

 


 

 

                                                      Nada é Estático.

 

        Observando todo o ensino Teosófico da Doutrina Secreta, veremos que houve várias raças raízes no decorrer da história da humanidade. Deixando de lado as duas primeiras raças e adentrando no período Lemuriano, a terceira raça raiz, ou a primeira definitivamente física, teve seu período, crescimento, apogeu e queda, mas nunca se extinguiu, continuou seguindo seu caminho evolutivo. E desta também derivou a quarta raça, a atlante, que, assim como a lemuriana, seguiu seus próprios caminhos, e, desta derivando outro tronco, o ariano, a quinta raça surgida no norte da Índia, da qual são os exemplares indianos e europeus. E essas três grandes raças raízes continuaram seguindo suas derivações e mesclando-se, cada vez mais ao longo da história, no dinamismo que rege os ciclos cósmicos. Estes ciclos seguem novas frequências, as vibrações que equacionam as transformações. As vibrações, desde a divina energia primordial, definem todas as diferenças das manifestações de matéria, energia, mente e espírito, esquadrinhando novos aspectos da realidade e definindo os propósitos essenciais para o prosseguimento da jornada evolutiva. Nada está "parado" tudo se move dentro da infinita e inescrutável lei da mecânica celeste assim como na intimidade do mundo quântico.

        Um detalhe curioso que não poderia deixar de comentar são os espíritos dos animais. Todos possuem princípios espirituais, todos evoluem, nenhum ser está preso à inércia de ser sempre aquilo que nunca deixou de ser. A linhagem espiritual dos animais segue os caminhos da aglutinação. Desde os rudimentos dos primeiros seres até os de maior elevado grau evolutivo. Os próprios seres humanos trilharam esta longa e dinâmica jornada agregadora, pois somos a aglutinação das energias de todos os pequenos seres, desde os mais ínfimos, no constante caminho da evolução que transcende os milhões de anos e eras.

        Além dos animais existem os espíritos elementais, os quais, eles mesmos, são os dinamizadores dos processos da natureza, pois sem esta, o ritmo evolutivo não teria o mesmo sentido que teve no decorrer dos períodos e aeons.

        Surge sempre uma dúvida quando prolongamos as explanações sobre as diferenças das frequências vibratórias. Tudo tem uma razão de ser. Tudo segue uma interdependência. Assim como as energias densas, as quais chamamos "matéria", estão formadas e alicerçadas na aglutinação das energias sutis. O processo para a sutilização, cada vez maior das energias densificadas dependerá das energias mais densas. Darei um exemplo dentro das analogias: A água turva de lodo, só se torna mais límpida atravessando os filtros de calcário. É a coisa sutil se tornando ainda mais sutil se utilizando da densa. O grande mistério espiritual, denominado Respiração Divina, consiste em densificar para se sutilizar, o mergulho na materialidade para sublimar a própria espiritualidade. Por esta razão, a evolução se processa através da encarnação do espírito no corpo físico, como a água turva que passa pelo filtro de pedra calcária, até a sua purificação. A evolução sem que ocorra a travessia pelo plano físico seria extremamente lenta. Não que seja rápida a evolução como ela se processa entre os seres vivos. Não devemos nos esquecer de que são bilhões e bilhões de anos. Mas existem algumas linhagens espirituais que não mais reencarnam neste mundo. São os seres não humanos, ou melhor, não humanos como nós somos hoje. Muitos seres fisicamente diferentes dos humanos atuais, das primeiras divisões das raças lemurianas e também da atlante, não acompanharam o processo evolutivo do ser humano em sua jornada evolutiva, tendo seu DNA espiritual incompatível com o DNA físico do ser humano atual, portanto, têm sua evolução lentamente apenas no mundo astral. Dentre esses seres, muitos eram magos, dotados de grande poder em suas civilizações, muitos destes evoluídos, outros atrasados, uns evoluidíssimos, outros atrasadíssimos. Sendo, no decorrer da história humana, invocados, alguns como anjos ou deuses antigos, outros como demônios e deuses do mal. Alguns para manter seus corpos astrais necessitam das energias emanadas das orações, dos rituais e incenso; outros, das linhagens negativas, necessitam de sangue, sacrifícios e odores terrificantes. Uns incitadores da paz, outros da guerra, para usufruírem do sangue e das pestilências. Como vivem exclusivamente no Astral, são chamados de Reis do Astral, ou Kama Rajas, do sânscrito.

        Tais linhagens de seres se fundirão com os humanos no futuro, quando ambos atingirem graus elevadíssimos de luz nos sub planos superiores.

 

 

 

 


 

                                                                Tudo é Dual.

 

        Aqui poderemos ver o princípio da polaridade das leis herméticas dentro das linhagens espirituais.

        Há um princípio de alternância. Assim como a corrente elétrica entra em funcionamento através da diferença de potencial, via de regra ocorre uma mudança de sexo no ego reencarnante. Os espíritos não têm sexo. Eles podem passar para o astral e permanecer por um longo tempo sob a influência de seu antigo corpo físico, porém, a distância da materialidade acaba desfazendo o instinto sexual que pertence exclusivamente ao plano material. Um espírito jamais reencarnará sempre como homem, nem sempre como mulher.

        Na cultura chinesa este princípio da polaridade é conhecido como Yin e Yang, que, assim como o postulado hermético, representa os princípios antagônicos e complementares fundamentais do universo, em constante oscilação de predominância. Neles estão expressos a dualidade presente no universo. Esta oscilação e alternância presentes nas leis universais fazem com que ocorra esta mudança de sexo nas consecutivas encarnações.

        O período em que o espírito permanece no plano astral, após seu desenlace físico, pode variar de um curtíssimo espaço de tempo a mais de um milênio. Nos períodos nos quais a humanidade se restringia a pequenos grupos coletores, não ultrapassando centenas de milhares de habitantes, o tempo transcorrido pelo espírito no plano astral era imenso, com o aumento populacional, na grande maioria das vezes, este período se encurtou, devido ao grande número dos nascimentos. O que ocorre em determinadas ocasiões é que, muitas vezes, o espírito não teve tempo necessário para se desvencilhar de sua natureza física anterior, reencarnando em um corpo masculino ainda com impulso sexual feminino, ou em corpo feminino com impulso sexual masculino. Tais ocorrências são consequências absolutamente naturais que poderão ocorrer com qualquer espírito em sua jornada evolutiva, não se constituindo nenhuma anormalidade ou desacerto, que muitas pessoas, ignorantes e homofóbicas, ainda têm em suas mentes desprovidas do verdadeiro conhecimento espiritual. A sexualidade seja homo ou hétero, é absolutamente física, e todas as nossas paixões, diretamente condicionadas à nossa natureza física, deixam de existir no decorrer do tempo de vida espiritual. O amor sublima sempre todo e qualquer tipo de afetividade. Quem desconhece isto terá sempre sua felicidade condicionada à força transitória da matéria perecível.

 

 

 

 


 

                                     Os Caminhos Ligados ao Gênero.

 

        Vemos no sequenciamento da polaridade o princípio do gênero, pois os gêneros não deixam de ser, de certa forma, uma polaridade especificada na natureza animal. Aqueles que conhecem a fundo a Doutrina Secreta já se depararam com o ensinamento de Blavatsky, quando disserta sobre as primeiras raças raízes, no qual menciona um período anterior à divisão de sexos, quando os seres eram hermafroditas. No próprio livro do Gênesis, no capítulo primeiro, versículo 27, vemos: "E criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou". Apenas no capítulo segundo, do mesmo livro, no versículo 22 é que retira, a então Eva, do próprio corpo de Adão.  Em linguagem altamente alegórica, aqui há a mesma perspectiva daquilo que Blavatsky descreve em sua obra. Aqui vou revelar um grande mistério de toda a concepção esotérica: "É a partir da dualidade que surge todo e qualquer sequenciamento". A própria divindade é una em essência e trina em manifestação.

        O princípio da polaridade são dois aspectos de uma mesma coisa, são espectros móveis de vibração (todos os princípios estão intimamente relacionados), e as vibrações se diferenciam, gerando novas perspectivas de movimento e dinamismo. O gênero, pois, representa uma nova perspectiva a partir do próprio princípio da polaridade, sempre seguindo a alternância própria presente no equacionamento destes polos. O que ocorre, em virtude desta alternância, é o masculino provindo do feminino e o feminino provindo do masculino. Uma filha, via de regra, provém da linhagem espiritual de seu pai, e um filho provém da linhagem espiritual de sua mãe. É claro que existem muitas exceções, a exceção não deixa de ser uma lei à parte da natureza que também possui um propósito na jornada evolutiva. Como o DNA Astral é análogo ao DNA físico, poderemos observar, na maioria dos casos, que o filho possui características físicas que se assemelham mais à família materna, e a filha as características físicas que se assemelham a linhagem paterna. Sempre voltando a frisar que existem inúmeras exceções.

        Um ponto absolutamente necessário a registrar é que, assim como existem, como via de regra, a alternância de sexo entre as encarnações, e o sequenciamento alternativo das linhagens segundo o gênero dos progenitores, é a brutalidade e a abissal ignorância da misoginia, que ainda carrega aspectos sombrios da cultura medieval no íntimo das pessoas desprovidas de luz e entendimento. Mesmo em muitas religiões, em pleno século 21, podemos notar líderes retrógrados, misóginos e homofóbicos, muito distanciados do amor que deveria nortear todos aqueles que têm, pelo menos, a pretensão de divulgar o "caminho da regeneração".

 

 

 

 


 

 

                                                 As Leis Kármicas.

 

        Nada é por acaso. Tudo tem uma razão de ser e de existir. Todas as coisas possuem um propósito, e, logo, não existe uma causa que não tenha um efeito, nem um efeito que não possua uma causa, dentro do infindável equacionamento dos tempos e eras. Este é o princípio da casualidade. As circunstâncias determinam muitas vezes as ações, tanto grupais quanto individuais, e, apesar de possuirmos o livre arbítrio, muitas vezes, ou até mesmo, inúmeras vezes, o livre arbítrio está condicionado a aspectos sociais, culturais e evolutivos. Alguém desprovido de consciência e alijado de discernimento poderá promover ações, não apenas segundo exclusivamente à sua própria vontade, mas tendo sua vontade subordinada às suas necessidades, suas atribuições e seus medos. Há, portanto, o Karma, não apenas individual, mas o coletivo, onde nações, grupos e linhagens inteiras colhem o resultado de todo um encadeamento histórico e cultural, de enganos, equívocos, propósitos e omissões.

        Sabemos que o mal nunca é um povo, mas o indivíduo. Porém, grupos de indivíduos unidos em um propósito maléfico e equivocado tende a criar uma reação às causas geradas por este propósito. Quase toda a população da Terra colhe o resultado de suas ações pretéritas, caso contrário, estariam livres dos ciclos dos renascimentos. Com exceção de mestres e missionários espirituais, presentes neste mundo para evitar uma autodestruição, todas as pessoas seguem cumprindo e gerando Karma, alguns leves, outros pesadíssimos.

        "E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados." (Mateus, 10, 30). As mais simples coisas da vida estão "grafadas" no Registro Akáshico que preserva todos os detalhes do dinamismo existencial.

        Não existem maldições, existem más ações e suas inexoráveis consequências.

        No livro de Jonas há, porém, algo inusitado: a revogação de um karma coletivo sobre toda a cidade de Nínive localizada na Mesopotâmia. É importante aqui dizer que o Karma inside, não sobre a má ação que a pessoa ou o grupo efetivou, mas pela potencial maldade que estes ainda carregam. E isto não quebra o princípio da casualidade, pois o arrependimento queima as sementes kármicas. Porém é muito difícil um arrependimento sincero e incontestável. Pois o verdadeiro arrependimento possui a mesma dor daquela resultante de um Karma.

        É muito comum, principalmente no âmbito religioso, julgar a casa de Cham (Cam), pai de Canaã, filho de Noach (Noé) no livro de Gênesis, como amaldiçoada, por este ter visto a nudez de seu pai, o qual se embriagara pelo excesso de vinho. "Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos". — Disse-lhe Noach. (Gênesis, 9,25). E em seguida abençoou seus outros dois filhos, Shem (Sem) e Jophet (Jafé). Quem conhece o aprofundamento cabalístico ou tenha tido a oportunidade de ler a obra "Cabala, a Tradição Esotérica do Ocidente", do mestre F. W. Lorenz saberá que tanto Noach, quanto seus filhos, não são pessoas ou entidades, e sim simbologias de elevada concepção no âmbito Esotérico. Noach representa o "repouso da natureza", no novo ciclo cósmico onde ocorre o renascimento das perspectivas destruídas pela queda do princípio adâmico. Sem representa a elevação brilhante no sentido do direcionamento essencial; Jafé a extensão da visão humana na elevação dos níveis de consciência, e Cam a curvatura, ou seja, a própria natureza cíclica da natureza, onde se inclui a "Roda do Samsara", o ciclo das encarnações regidos pelo Karma, a reação advinda pelas causas, por isso o simbolismo da maldição. Muito diferente do que se apregoa que Cam seria a linhagem dos povos escravizados, imputando-lhes um "pecado", como se nada tivesse de crime estúpido e vergonhoso a escravidão de um povo para a geração e acúmulo de riquezas materiais. O apego à materialidade é o karma mais nefasto incrustrado na natureza humana daqueles que renegam, consciente ou inconscientemente, o amor e a fraternidade universal.

        Todas as linhagens seguem determinados padrões específicos que, gradativamente, estão sendo removidos do gênero humano. Tudo se encaminha para uma unidade, integração e unidade. Cada ser é parte de um Todo, onde todas as perspectivas confluem, onde todos os propósitos se unificam.

        Um adepto, certa vez, entrou em contato com um grande mestre de luz, o qual, em espírito, conduziu-o a um elevado plano de existência superior, onde este pode ver coisas inefáveis, muito além da própria concepção humana. Antes do mestre o reconduzir ao plano físico ele resolveu perguntar-lhe o nome. O qual lhe respondeu: "Sou simplesmente a linhagem espiritual onde deságuam as vertentes humanas. Mas se realmente precisa me nomear, chame-me Diógenes".

        Mais tarde o adepto pesquisou o significado deste nome, até então muito comum, e verificou que significa geração divina, ou linhagem divina.

        Todos seguimos linhagens como pequenos rios que pouco a pouco se confluem, até que possam misturar suas águas no oceano. Aqueles que se perdem na floresta podem seguir os pequenos cursos d'água, até rios maiores onde estarão os portos seguros. Linhagens são caminhos, e caminhos foram feitos para serem trilhados. Não somos como rochas que permanecem estáticas, nem plantas que criam raízes e ocultam as velhas trilhas. Sigamos as veredas que conduzem às vias mais amplas, lá encontraremos seres, em toda sua diversidade, e seguiremos juntos até o templo sagrado, onde todos os caminhos convergem.

 

Paz e Luz.

 

 

 

 


 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

A INFLUÊNCIA DA LUA NAS RITUALÍSTICAS.



 

        Todas as coisas têm uma razão e um propósito de ser e de existir, a vida no plano físico caminha em alinhamento com a vida nos planos espirituais. Não seria possível a evolução física sem a espiritual, nem a espiritual sem a física. Tudo se processa dentro de um encadeamento energético na conjugação de todas as dimensões. Este encadeamento só é possível através do equilíbrio, e nele está contido todo o segredo da vida, físico, mental e espiritual, onde se estabelece a harmonia entre os ciclos. A Lua estabelece o equilíbrio da Terra, harmonizando seus movimentos, seus ciclos... O que tornou possível a evolução dos seres presentes neste planeta.

        A atração mútua, entre a Terra e seu satélite natural, faz com que existam as estações e o movimento rotacional do globo no período de 24 horas. Se a Lua não existisse, o eixo do planeta seria à semelhança de um peão quando está em seus movimentos finais, e os dias e noites passariam muito mais rapidamente, a Terra giraria de forma acelerada com alternância de invernos e verões com amplitudes térmicas extremas, em períodos curtíssimos que impossibilitaria a vida, neste mundo, como a conhecemos.  

        Esotericamente, a Lua é o último resquício da Cadeia Evolutiva Lunar, do qual o fluxo de vida deu origem à Cadeia Evolutiva Terrestre. Muito mais que um "cadáver astral", a Lua é o presente da antiga cadeia evolutiva, como uma "ponte" que permite a passagem dos eflúvios energéticos de estabilização, essencial ao dinamismo das essências vitais.

        Segundo as teorias de inúmeros cientistas, a Lua seria uma parte do planeta Terra que teria sido deslocada devido ao impacto de um gigantesco corpo celeste com o nosso planeta. No entanto, segundo o conhecimento oculto, a matéria da Lua e da Terra possuem uma origem comum, devido à própria remodelação que se dá no esquema evolutivo do sistema solar, na densificação maior que ocorreu na cadeia terrestre.

        A Lua, como resquício da cadeia evolutiva anterior, possui também resquícios energéticos que não atingiram a frequência da cadeia atual, e estas energias, que hoje lhes são intrínsecas, são fundamentais nas ritualísticas, desde as antigas formas de ritos tribais às mais variadas explicitações dos sistemas mágicos existentes na história da humanidade.

       A Lua influencia toda a vida no planeta, desde os ciclos do aparelho reprodutivo até a agricultura, e, até mesmo, o crescimento de unhas e cabelos. Tendo para cada situação uma fase propícia que os seres humanos conhecem desde a aurora da civilização. 

 

 

 

 

 


 

            A Lunação.

 

        Em uma linguagem mais clara, Lunação seria o período compreendido entre duas luas novas, compreendendo neste período a crescente, a cheia, a minguante, até retornar à nova. Mais detalhadamente, no âmbito da astrologia, há uma classificação de oito fases, que compreende a lua nova, a lua crescente, o quarto crescente, a lua gibosa, a lua cheia, a lua disseminante, o quarto minguante ou balsâmico, a lua minguante, até o retorno da lua nova. Porém, todo este detalhamento é pouco prático nas ritualísticas.

        A Lua Nova ocorre quando o sol e a lua estão transitando em um mesmo signo, formando o aspecto, em seu grau máximo de alinhamento, denominado conjunção ou 0°. É a fase de projetos, promessas e prospectos.

        A Lua crescente atinge determinado ponto em que forma um ângulo de 90° com o Sol, ou seja, o aspecto de quadratura. É a fase de expansão, elevação e crescimento.

        A Lua cheia, em um determinado momento forma o ângulo de 180° com o Sol. É a fase da realização, assim como também, do lado humano, da exacerbação dos sentidos, pois é o momento no qual as forças astrais estão mais fortemente aderidas à própria natureza humana.

        A Lua Minguante, em seu ponto incisivo, forma um ângulo de 270° à frente do Sol, formando, assim como no estabelecimento de 90°, também um aspecto de quadratura. É a fase onde se inicia a dispersão das energias provenientes do astral. O plano astral, como sabemos, é o plano da plasticidade, de plasmação, modelamento e transformações. Tudo aquilo que existe no físico tem início na plasmação astral, da qual se criam as "realidades" aparentes. É o período do afastamento, da dispersão, do desvanecimento.

 

 

 


         As Fases da Lua sob o aspecto místico.

 

        As Fases da Lua sempre influenciaram a vida dos seres humanos, porém esta frase é muito pobre diante do fato que a lua exerce fundamental influência sobre as marés, e todos os seres vivos possuem água em sua composição física, especialmente o ser humano, cuja presença de água atinge por volta de 70% de todo seu corpo. Podemos ter uma ideia da influência lunar observando o elevado número de nascimento durante o período da lua cheia, na qual é fundamentalmente considerável o número de parturientes em relação às outras fases lunares.

        Em algumas civilizações de alguns povos indo-europeus, a lua era considerada uma deusa, representando diversos aspectos do sagrado feminino acompanhando suas quanto fases, a saber, a donzela, a mãe, a feiticeira e a anciã, respectivamente, crescente, cheia, minguante e nova. Em algumas outras culturas a lua não é representada em seus aspectos correspondentes às fases, e sim em formas tríplices, excetuando a fase da feiticeira.

 

 

 


         A Fase Crescente.

 

        É a fase na qual a lua ressurge da penumbra, retorna de seu "Pralaya" e se reconfigura como uma expectação em meio ao céu nos lindes da lua nova. Nesta fase são quase que unânime, nos sistemas mágicos e ritualísticos ancestrais, os propósitos de crescimento, de atração e do desvendamento de motivos ocultos. As metas dos rituais sejam eles complexos ou modestos, grupais ou individuais, podem ser de fortalecimento de laços afetivos, desenvolvimento de prospectos em variadas circunstâncias, situações e anseios, assim como a busca de prosperidade, magnetismo pessoal, afloramento de ideias e estimulação positiva nos caminhos da vida.

        É importante frisar que tais fases da lua são de fundamental importância para alcançar o resultado de acordo com os propósitos. Uma fase é mais propícia que a outra para determinadas metas e objetivos, independentemente se a ritualística é direcionada a deuses, entidades ou espíritos, anjos ou devas, ou, na intercessão do Deus, único, o Todo, do qual a própria lua faz parte.

 

 

 


        Lua Cheia.

 

        Também denominada nos meios místicos mais eruditos como plenilúnio, é a fase em que a "flor lunar" se desabrocha na escuridão, espalhando beleza e luz à semelhança da flor do lótus que emerge do lodo, evidenciando o magnífico contraste que desponta na grandeza das transformações. É o período das exacerbações das energias espirituais, na qual o plano astral adentra em seu mais pleno aspecto de densificação. Como diziam os antigos mestres: "É o momento em que o astral se aproxima do físico, a melhor fase para o contato com os seres astrais". Para as ritualísticas nas quais se fazem invocações ou evocações de entidades, este é o momento ou a fase propícia e profícua para a obtenção das manifestações.

        Apenas para rememoração ou caráter ilustrativo, cabe aqui lembrar que evocação, dentro do misticismo, significa "chamar para fora", do latim "evocare"; é o chamamento da entidade sem que esta se manifeste de maneira a não tomar o controle da consciência daquele que invoca. Invocação, do latim "invocare", prefixo "in" significa "dentro", é, pois, "chamar para dentro", no qual o invocador deixa de lado sua consciência dando lugar à manifestação do invocado, ocorrendo desta forma a incorporação.

        O plenilúnio é o campo fértil para as ritualísticas que buscam essencialmente o fortalecimento, a evidenciação. Trazendo em si o propósito da visibilidade, para que de realize determinadas circunstâncias que promovam o sucesso, o domínio, a conquista e a consagração. Eram nas luas cheias que os guerreiros antigos se preparavam para as batalhas, principalmente aquelas onde era necessária toda coragem para conquistar e exercer o domínio. Nos dias atuais, as ritualísticas no plenilúnio, reforçam, estabelecem e recuperam a auto estima para que ocorra a conquista dos objetivos almejados, o domínio do âmbito de atuação que se deseja demonstrar, e toda evidenciação necessária para que se possa promover todo talento intrínseco, assim como fazer com que fluam talentos, capacidade e potenciais reprimidos ou estancados por timidez, insegurança ou qualquer outro aspecto ofuscado pela baixa estima. Diferente da ritualística da crescente, que é o desenvolvimento, este é o do despertar daqueles que já cresceram e precisam externar toda força e capacidade advindas deste crescimento; é para que ocorra a definição de determinadas situações, a realização.

 

 

 


        A Fase Minguante.

 

        É a fase do desvanecimento. Oposto à crescente é onde o brilho gradativamente se extingue, o caminho à penumbra, ao adormecimento, semelhante às árvores do outono das quais lhes iniciam a queda das folhas para a letargia do inverno.

        Esta é a fase especial das ritualísticas mais "pesadas", onde se efetuam banimentos, expurgos, exorcismos, libertação, esconjuros, e, fundamentalmente, a cura, expelindo todas as energias novas e desarmônicas que propiciam a formação das doenças. Assim como o equilíbrio, mencionado no início do texto, é essencial para a formação da vida, o desequilíbrio energético é a causa primária da formação das doenças. Afugentando entidades e energias indesejáveis, ocorre o restabelecimento da harmonia e do equilíbrio e a dissipação da enfermidade.

        Uma oração feita com fé, através do amor, e com conexão estabelecida com as fontes energéticas de luz no período propício, é um grande ritual de consagração da vida, que alcança perfeitamente a cura, o banimento e a libertação daquele a qual é dirigida e canalizada.

        É a fase de quebra de maldições, de trabalhos negativos e de feitiços maléficos.

        Vou aqui citar uma importante ferramenta dos exorcismos mais difíceis. Em alguns casos exigem-se o trabalho de dias luas minguantes, especialmente quando se trata de entidades não humanas se apoderando do Duplo Etérico do indivíduo. Na primeira lua de obtém da entidade seu nome espiritual e a "hora da mudança", ou o Tattwa em que a entidade mais se distância do indivíduo, na fase cíclica de possessão. Muitas vezes esta hora só é revelada no final da fase, sendo necessária sua utilização na próxima lua do banimento. Na minguante o astral volta a adentrar em sua sutileza própria, e as forças espirituais enfraquecem-se diante da natureza física. Existem algumas tentativas de banimento que desconhecem o importante papel das fases da Lua para o bom efeito destes, diante disso ocorrem muitos insucessos, e até mesmo exacerbações do poder de tais entidades sobre os indivíduos por elas dominados. Isso sem contar com um recurso, ainda muito utilizado por inúmeras pessoas, até de boa intenção, que se chama "doutrinação". Este recurso é bastante ineficaz, mesmo quando em entidades humanas desencarnadas, muito mais simples de serem banidas. Pois, imaginem, se no mundo físico, onde enxergamos as pessoas, e nos enganamos com manipulações, falsidades e dissimulações, imaginem no mundo astral, onde tais entidades nos são quase que completamente desconhecidas. Assim como, também no plano físico, convencer alguém de seus próprios erros, é muitas vezes impossível durante toda uma vida terrena, como será uma entidade convencida em algumas horas, ou em um curto período de tempo? Isso sem falar das entidades não humanas, os Kama Rajas (Reis do Astral), os não evoluídos, chamados demônios por inúmeras religiões monoteístas.

        Todo banimento, de qualquer entidade astral, deve ser embasado no conhecimento, seja ele da própria natureza da entidade, de ser cônscio da extrema dificuldade de um diálogo lúcido que propicie algum esclarecimento, e também do conhecimento dos aspectos astrológicos, como a fase da lua que seja propício à execução de um trabalho bem sucedido.

 

 

 


A Lua Nova

 

        É a Lua em seu "Pralaya", a fase em que sua luz desaparece no céu, ocorrendo o completo desvanecimento de sua influência sobre a terra. O distanciamento do plano astral, ou melhor, sua fase de maior sutileza, onde os contatos se tornam mais difíceis ou quase impossíveis, apenas para grandes magistas de sistemas mágicos poderosos, e entidades que interpenetram nos planos de maior densificação.

        E poderão me perguntar: Sendo esta lua onde o astral está em sua maior fase de sutileza, onde está mais distanciado do plano físico, não seria mais propício o banimento nesta fase daquele da lua minguante?

        É justamente mais difícil porque, assim como o astral perde o acesso sobre nosso plano, também perdemos o aspecto sobre ele. É como uma porta que se fecha entre duas facções que desejam estabelecer um embate por alguma determinada razão. O embate cessa, as intensões se frustram, as táticas se anulam.

       É o momento onde nascem os mistérios, onde os planos diminuem suas interpenetrações. Na alta magia está fase é chamada de reclusão das forças.

        Porém as ritualísticas não adormecem. É o momento em que os rituais festejam a essência telúrica, a louvação às divindades ou à divindade única buscando o auto conhecimento. As ritualísticas da lua nova são magníficas nas consagrações, na formação de grupos, de templos, de escolas místicas, de ambientes, objetos e pessoas. Os antigos hebreus faziam a festa da lua nova neste sentido, de consagrar, de louvar e se autoconhecer.

        É também o momento ideal para a concentração e meditação, para o estudo e introspecção, contrariamente o que se preconiza na lua cheia.

 

 

 


        A Lua Vazia.

 

        Chamada por inúmeros astrólogos e místicos também como Lua Fora de Curso. É um período curto no qual não deverá ocorrer nenhum tipo de ritualística, sob o risco de se tornarem completamente ineficazes. É o momento do desligamento místico.

        Sabemos que a lua percorre um signo durante dois dias e meio. Quando esta sai de um determinado signo e adentra em seu sucedente, e, neste período, que podem durar algumas horas, ou até mesmo alguns minutos, deixa de fazer qualquer aspecto com nenhum outro astro ou planeta, até que ingresse no signo seguinte. Este fenômeno ocorre, portanto,  em média, cada dois dias e meio, o tempo que se deslocar de um signo ao outro. Neste curtíssimo espaço de tempo, conforme explicado acima, a lua deixa de se enquadrar na teia que une os eventos, abrindo espaço ao imprevisível, ocasionando aquilo que poderemos exemplificar como equívocos, transtornos, erros e embaraços, onde há uma maior dificuldade de compreensão e discernimento. Este é o período no qual todas as atividades devem ser interrompidas, todas decisões devem ser postergadas, e todos os rituais devem ser adiados até que passem estes momentos, por si só, insólito. Sob o ponto de vista místico, esses minutos ou horas poderão ser aproveitados, com extrema eficácia, para o relaxamento, a introspecção, a meditação, a reflexão e o descanso mental necessário para o reinício posterior de tudo aquilo que possa conferir uma grande atividade. É o momento de serem evidenciadas as questões subjetivas, para que, a posteriori, as objetivas retornem sob perspectivas melhores de maior amplitude de lucidez.

 

        Observação: As palavras sânscritas “Manvântara” e “Pralaya” estão minuciosamente explicadas nas apostilas da “Cosmogênese” e também nas “Rondas Cósmicas e Cadeias Planetárias”.

 

 

 


        A Lua nos Signos.

 

        É muito difícil, nas ritualísticas, ficar refém do trânsito da Lua nos, aproximadamente, 28 dias nos quais este astro percorre o zodíaco. Porém, o magista deve estar atento a esta perspectiva. Cada signo tem o seu planeta regente, e a regência é uma das dignidades essenciais. O signo é o domicílio de seu planeta regente. E o planeta regente confere sua energia a este signo. Dessa maneira ocorre a influência recíproca do planeta sobre o local em que ocupa. Mesmo um planeta em um signo que não é o seu domicílio, exerce sua influência, pois os planetas são os grandes significadores astrológicos. E da mesma maneira, o signo, assim como também a casa, se interagem de um modo maior ou menor com o planeta que transita sobre tais. Há um compartilhamento de energias. A Lua, portanto, em cada signo determina uma ação, a qual facilita canalizações a determinadas áreas durante os processos mágicos, e essas ações possuem maior força no segundo decanato de cada signo.

        A Lua em Áries permite uma acessibilidade maior para os contatos astrais, desde que esteja na fase propícia em que o plano astral esteja mais próximo ao físico (em maior estágio de densificação). É o momento ideal quando se exigem resultados a médio e curto espaço de tempo, ou seja, soluções mais rápidas para o propósito que se estabelece. Quando o sol está em Áries, no e a ritualística se dá no dia exato do equinócio de primavera no hemisfério norte, ou de outono, no hemisfério sul, a força da canalização torna-se potencialmente muito mais forte, favorecendo imensamente o propósito da ritualística.

        A Lua em touro estabelecer um momento no qual se tenha um propósito relativo à segurança e a estabilidade, quando se procuram essas duas condições em inúmeros contextos que se deseja ver aplicadas.

        A Lua em gêmeos é ideal para as ritualísticas cuja intensão se refere à busca de domínio de habilidades, para abrir a mente ao conhecimento, onde seja necessário a sabedoria para a boa resolução de empreitada  Quando o sol está em gêmeos, especialmente no solstício de verão no hemisfério norte ou inverno no hemisfério sul, ocorre uma forte potencialização das energias, favorecendo extremamente o sucesso das intenções.

        A Lua em câncer permite a realização de ritualísticas que são ideais para a resolução de assuntos pendentes, para os inúmeros entraves que se apresentam na vida do indivíduo. A ritualística, neste momento, é nominalmente conhecida como "desembaraço de caminhos".

        A Lua em leão cria um momento favorável à ritualística para superar a insegurança, essencialmente nas questões relacionadas às paixões e amores onde não existe uma correspondência.

        A Lua, transitando pelo signo de virgem, por ser este um signo do elemento terra, tem em sua ritualística maior efeito para o redirecionamento nos assuntos ligados à carreira, à profissão, para que haja um favorável prognóstico nas metas relacionadas a esta área, essencialmente no âmbito puramente físico e psicológico, alheio a qualquer conotação espiritual. Quando existem obstáculos de ordem astral (trabalhos, magias, etc...), esta ocasião já perde muita efetividade.

        A Lua em libra já possui uma característica especial, pode tratar de um signo cardinal, onde ocorre o equinócio de outono no hemisfério norte e o equinócio de primavera no hemisfério sul; A ritualística neste período possui eficácia nas canalizações direcionadas na busca de um verdadeiro amor assim como na ascensão social, quando o indivíduo nutre propósitos que ultrapassam a nefasta barreira do individualismo. A ritualística, quando estabelecida na data exata do ponto equinocial, comunga as energias desta data cósmica, permitindo uma efetividade muito maior na realização daquilo que foi propositado.

        A Lua no signo de escorpião favorece uma ritualística que os magistas consideram muito especial, muito embora tenha duplo propósito, um elevado e outro não tão elevado. O menos elevado consiste no efeito da sedução, atrair pessoas interferindo no próprio livre arbítrio, isso já é algo não executado na alta magia, pois esta aproveita este momento, no qual a lua transita por este signo da água, para afugentar as forças negativas, expelir as energias contrárias ao amor e à luz. É o momento ideal para a cura e libertação, especialmente se estiver na fase da lua minguante. Toda essa propícia atividade de expurgo é devido à força intrínseca a este signo, pois enfrenta a negatividade inspirado em sua regência marciana.

        A Lua transitando em sagitário, signo ígneo que se estabelece na força da iluminação, propicia as canalizações ritualísticas no sentido de iluminar caminhos, sendo específica para descortinar os horizontes para aqueles que se acham perdidos nas estradas da vida. É a magia da expansão, não apenas das possibilidades, mas também da consciência, e a tudo aquilo que se refere ao clareamento das ideias, da lucidez, do aprendizado. Os magistas, com os quais tive contato na segunda metade do século vinte, chamavam-na de "horizontes expandidos".

        A Lua em Capricórnio se dá no momento em que o sol ingressa no solstício de inverno no hemisfério norte ou verão no hemisfério sul,  a ritualística neste período propícia, acima de tudo a proteção, a blindagem espiritual das pessoas que atravessam períodos de perigo, perseguições, abandono ou turbulências. As canalizações são potencializadas quando coincide com a data do solstício, e ainda mais especialmente na fase crescente à cheia.

        A Lua em aquário cria um clima propício para as ritualísticas que afugentam o temor. São as canalizações e direcionamentos na plasmação da coragem para o enfrentamento dos inúmeros desafios que a vida impõe. Cabe aqui uma pequena história de alguém que tive a boa oportunidade de conhecer, o qual estava com a matrícula trancada na universidade, cheio de receios e total insegurança de voltar à faculdade, onde inúmeros professores, ligados à política extremista da época, viam-no como um execrável inimigo, por ser um militante da democracia em uma época de repressão e intolerância. Este ritual, no momento mais propício, serviu-lhe como uma "armadura", com a qual enfrentou todas as adversidades, internas e externas, que lhe possibilitou graduar-se dois anos após seu retorno, alheio a todas as perseguições que se puseram em se caminho.

        A Lua em peixes estabelece um momento mágico por si só, independente das ritualísticas, pois é o signo da afinidade extra física, da clarividência, do intercâmbio entre os planos físico e astral. Por isso as ritualísticas neste período são aquelas em que se fazem as iniciações, as elevações, exaltações, e todas os solenidades  importantes das escolas esotéricas no sentido de congregar-se à formação das egrégoras. Toda ritualística se converge à elevação da espiritualidade e desenvolvimento das faculdades extra físicas.

 

 

 


        Os Eclipses.

 

        Na astrologia os eclipses possuem relação tanto com o passado quanto com o futuro. No eclipse lunar, a Lua se faz eclipsada, isto é, ela desaparece sob a sombra da terra. Como mencionado anteriormente, a lua é o resquício da cadeia evolutiva lunar, o cadeia pretérita. A terra, como sabemos, no eclipse lunar, se coloca em alinhamento entre o sol e a lua, projetando sua configuração, formando o assombreamento, a “umbra” e a penumbra.

        Este evento faz com que sejam aflorados alguns traços de insegurança, pois, o indivíduo se defronta com uma perspectiva que ainda não tem existência própria; o futuro representado pelo sol obscurece as experiências do passado, tornando o indivíduo inseguro diante de suas incertezas.

        No eclipse solar, o sol recebe a sombra da lua, formando um alinhamento no qual a lua estabelece seu posicionamento entre o sol e terra. Ocorre um breve período onde o dia se torna noite, o sol sofre um obscurecimento. O Sol na astrologia representa o futuro, pois todas as futuras cadeias planetárias são regidas pelo astro rei em seu comando neste manvântara. O futuro é, pois, obscurecido no eclipse solar, e a mente poderá retroceder a imagens pretéritas positivas ou negativas, retirando o indivíduo de seu agora, essencial à sua motivação essencial.

        O eclipse é uma manifestação das duas luminárias, daquele que preside o dia e daquela que preside a noite, as duas polaridades em um acoplamento, ainda que momentâneo, mas que turbilhona as energias até então equilibradas dentro do dinamismo cósmico.

        Como os antigos chamavam: o deus e a deusa se tocando em um espetáculo celeste. E isto desprende um grande fluxo de energia, pois prenuncia um novo momento cíclico, embora pequeno, mas com toda  turbulência tangente às modificações de ordem cósmica.

        Esses eflúvios de energias, no entanto, podem ser aproveitados, quando devidamente captados, canalizados e direcionados. No universo nada é mal em essência, nem tão pouco bom em sua plenitude. Tudo depende da consciência do operador, que pode ser positiva ou negativa em sua proposição. É como uma foice, que na mão de um lavrador se torna um instrumento de benefício agrícola, mas nas mãos de um demente poderá se tornar uma arma de destruição.

        Pelo fato das energias serem difusas, ou até mesmo confusas, a ritualística de canalização neste momento deverá ser executada por um magista experiente que possua o domínio sobre os quatro elementos terrestres. Pois a ritualística principal neste curto período é a de abertura de portais. São as portas que se abrem às esferas elevadíssimas atraindo suas forças para cura, libertação, harmonia e dissipação de negatividade; assim como a abertura dos sombrios portais da Qliphot, dos escabrosos abismos astrais para efetuar o descarrego, o expurgo e o banimento, das mais pesadas energias, para os rincões que lhes são próprios. Ocorre também, na magia das trevas, a abertura destes portais do abismo, para que entrem em contato com seres malignos para intentar as mais perversas atrocidades. O problema consiste, com tudo, no fechamento desses portais, não só entre os magos das trevas, mas também entre os magistas inexperientes que se propõem a fazer expurgos. Uma vez escancaradas essas portas, sem o devido conhecimento para lacrá-las, será estabelecido um fluxo contínuo das mais terríveis energias que só cessarão após o fechamento natural desses "túneis", o que poderá levar um longo período de tempo, no qual a natureza necessita para retornar o equilíbrio necessário. Experiências assim já trouxeram guerras, epidemias, catástrofes e até mesmo hecatombes, como na destruição da Atlântida, onde habitavam quantidade substancial de magos das trevas.

        Tanto para a abertura de portais quanto para o fechamento destes, exigem-se magos experientes que façam seu trabalho nos dias propícios. Por esta razão, durante os eclipses, e todos os verdadeiros magistas sabem disso, não se deve, principalmente os leigos e principiantes, iniciar qualquer tipo de ritualística, especialmente as invocatórias.

        Como disse certa vez um velho mestre: "Chamar é relativamente simples. Difícil é mandar de volta". Fica aqui esta fica preciosa, pois alguns seres têm a predileção por fazer das mentes a sua morada. Por isso é muito comum a demência daqueles que adentram nas práticas ocultas sem preparo, sem conhecimento e sem um verdadeiro mestre.

 

 

 


         A Lua de Sangue.

 

        A Lua de Sangue ou Lua Sangrenta ocorre quando do eclipse total da Super Lua.

        Primeiramente vamos ver o que significa Super Lua, ela ocorre quando, em sua órbita chega a um ponto mais próximo da terra, que é denominado perigeu. Por esta razão aparece no céu com dimensões onde o diâmetro angular aproximadamente 6% maior que na lua cheia comum, e seu brilho a supera em mais de 10%.

        A Lua de Sangue ocorre quando o sol, a terra e a lua em sua maior proximidade da terra, a Super Lua, estão em perfeito alinhamento, em um eclipse lunar total, onde a terra se posiciona entre o sol e a própria lua, em sua fase cheia, assumindo uma tonalidade normalmente avermelhada, de onde provém o seu nome.

        Este fenômeno, além de potencializar as ritualísticas da lua cheia, no caso da Super Lua, possui também todas as particularidades místicas e mágicas referidas em relação aos eclipses, porém, amplamente potencializadas quanto à abertura de portais extra físicos. Nesta ocasião ocorre uma significativa diferença, um mago de maior experiência, consegue, através do desdobramento astral, penetrar nesses portais, e esta prática, segundo relato de antigos mestres, lhe confere, caso seja bem sucedido em adentrar e sair de tais dimensões, a capacidade de criar portais no mundo físico, saindo de um determinado locar e reaparecendo, fisicamente, em outro local do plano físico. Este poder tem sido relatado por inúmeros místicos através da história, porém ainda oculto sob o véu do silêncio, pois, de acordo com esta citação, o mago serve-se do axioma da sabedoria oculta: "saber, querer, ousar, calar".

        No período da Super Lua, diferentemente do que muitos pensam que seja na lua de sangue, é a fase da obtenção daquilo que os místicos denominam "água lunar". Pode ser feita em toda lua cheia, mas durante a Super Lua tem muito maior potencialidade.

        Na água lunar é possível armazenar as energias provenientes da lua, devidamente canalizada. Ela promove depuração, crescimento, aumento das afinidades extra físicas, assim como também a percepção da real imagem das pessoas. Esta última propriedade é adquirida aos poucos, e faz com que possamos enxergar as pessoas de acordo com sua evolução espiritual. Por isso que os grandes magos conseguem distinguir perfeitamente as pessoas do bem das pessoas nefastas, aqueles que estão próximos à luz daqueles que estão mergulhados nas trevas. Esta propriedade é conhecida como o "Olhar do Sábio". Segundo os mestres antigos do esoterismo, é possível observar o espírito, a aura da pessoa modelando sua aparência, diferenciando perfeitamente, os seres humanos de luzes, os homens comuns e os verdadeiros "demônios" muitas vezes transfigurados em "bons". Com o tempo, aqueles que se servem desta água, somente pelo tom de voz poderão detectar a natureza de cada pessoa.

 

 


        Obtenção da Água da Lua.

 

        No ponto máximo da força da Lua Cheia, quando a lua atingiu seu ponto mais nítido em sua totalidade, faz-se um círculo em um quintal, ou qualquer local aberto longe da interferência de pessoas ou animais (em um dia que não esteja nublado). E dentro do círculo desenha-se um pentagrama com o vértice superior voltado para o norte. No centro do pentagrama coloca uma garrafa de vidro transparente, destampada, com um espelho sob ela, e este espelho deve ser maior que o diâmetro da garrafa, para que possa refletir os raios da lua por baixo desta, de modo que a garrafa receberá a incidência da luz do luar por cima e também por baixo. Este recipiente, sobre o espelho, deve ser colocado pouco antes do sol se por. Quando a noite cair e a luz da lua iluminar o recipiente, assim como o espelho é necessário acender um incenso de jasmim, que é uma planta da lua, na direção norte, seguindo a ponta do pentagrama, fora do círculo. Deixa o recipiente neste local a noite toda e o recolhe assim que surgirem os primeiros raios de sol.

        Depois guarde o recipiente em qualquer lugar desejado e basta tomar um copo a cada período de lua cheia.

 

 

 


A Lua Azul

 

        É a segunda lua cheia que ocorre dentro de um mesmo mês.

        Dentro do aspecto mágico ou místico, é um período como qualquer outro de lua cheia. A diferença que se faz nesta ocasião, no entanto, é apenas em caráter tradicional, pois em alguns sistemas mágicos a ritualística é feita sob a aspersão de água com as cinzas de incenso de jasmim ou qualquer outra planta lunar. Para uma possível potencialização. Algo que certamente deve ocorrer, pois as crenças plasmam as realidades astrais, e nada é impossível, e muito menos desprezível àquele que crê.

 

 

 


        Considerações.

 

        Muitas coisas consideradas como crendices ou superstições, na verdade se anulam diante de um poder chamado simplesmente de fé. Porém a relação das energias com a lua não é simplesmente uma questão de fé, mesmo se assim fosse já seria válida qualquer explanação. Mas, todas as coisas efetuadas, no início das civilizações, de maneira empírica, estão corroboradas hoje pela própria ciência. Somos "recipientes repletos de água" em nossa composição, e sabemos quem comanda a variação das marés. Sabemos também o período favorável para o plantio e todas as antigas técnicas da agricultura ainda presentes e válidas em todas as civilizações. Conhecemos a variação do comportamento dos animais, incluindo nós, humanos, assim como todos os nossos ciclos. Façamos uma simples experiência de cortar os cabelos em cada uma das fases diferentes da lua e veremos significativas diferenças. Não somos cidadãos de uma pátria, restrita e limitada, não somos meros habitantes de um planeta, um ponto minúsculo que vagueia seus caminhos pelo espaço. Somos cidadãos do universo, repleto de sóis, planetas e luas. Talvez possamos ser ainda mais que isso: somos o universo em seu caráter microcósmico, do qual comungamos a essência através de nossos pensamentos, de nossa realidade, de nosso milagre de existir.

 

Paz e Luz